O governo federal encerrará nesta quarta-feira (1º) a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel criada para amenizar os efeitos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30/6) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a decisão acompanha a estabilização dos preços internacionais do petróleo.
Segundo o ministro, a medida integra o processo de reversão das ações emergenciais adotadas nos primeiros meses do conflito. Durigan informou ainda que o governo avalia reduzir gradualmente outros subsídios em vigor, entre eles o desconto de R$ 0,44 por litro da gasolina, além de outra subvenção ao diesel, de R$ 1,12 por litro.
De acordo com o ministro, o objetivo foi adotar medidas temporárias para evitar que a escalada dos preços internacionais fosse repassada integralmente aos consumidores. “A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços, também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas”, afirmou.
A expectativa é que a redução dos incentivos continue nos próximos dias, caso os preços dos combustíveis permaneçam estáveis. Durigan disse que o governo acompanha os indicadores em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) antes de definir o cronograma para o fim do subsídio da gasolina.
As medidas emergenciais começaram a ser adotadas entre março e abril. Inicialmente, o governo concedeu uma desoneração equivalente a R$ 1,20 por litro de diesel, por meio da redução de tributos federais e estaduais. Com o fim dessa política, no início de junho, foi criada a subvenção de R$ 0,35 por litro, que agora será encerrada.
Posteriormente, o pacote foi ampliado para incluir gasolina e querosene de aviação. O subsídio à gasolina, fixado em R$ 0,44 por litro, foi anunciado em maio com previsão inicial de duração de dois meses.
A retirada das medidas ocorre após a queda do preço internacional do petróleo. O barril do tipo Brent, referência para o mercado global, voltou a ser negociado próximo de US$ 70 na última semana, patamar semelhante ao registrado antes do início do conflito no Oriente Médio. Durante o período de maior tensão, a cotação chegou a ultrapassar US$ 100 por barril.
