O Atlético segue em busca de um novo treinador e, curiosamente, dois nomes de peso com o mesmo primeiro nome aparecem entre os favoritos: Pedro Caixinha e Pedro Martins. A diretoria analisa os perfis e o debate esquenta entre torcida e bastidores.
De um lado, Pedro Caixinha. O português chegou a ser colocado pela cúpula atleticana como o nome número um, mas enfrenta resistência nas arquibancadas. “Em todas as enquetes que estão sendo feitas, o nome do Caixinha aparece com rejeição. Sinceramente, eu não sei por que tanta rejeição a ele”, comentou o jornalista Guilherme Mendes, no programa 98 Esportes 2ª Edição dessa sexta-feira (29/8). Ainda assim, relatos de empresários e profissionais do futebol indicam que, mesmo em bons trabalhos, Caixinha acumulou “problemas no dia a dia, dificuldades de relacionamento e muitas manias”, fatores que pesam contra seu nome.
Para apimentar ainda mais os bastidores, Caixinha publicou nos stories de seu Instagram imagens embarcando em um avião da Gol Linhas Aéreas, o que imediatamente aumentou as especulações de uma possível vinda para conversar com o Atlético.
Do outro lado está Pedro Martins, hoje técnico do Al-Gharafa, do Catar, e considerado internamente uma alternativa mais sólida. Ex-capitão do Marítimo sob o comando do treinador, o ex-volante e comentarista da Rede 98, Rafael Miranda recorda a experiência que teve com o português: “Naquela época, ele era um treinador em início de carreira, com boas ideias e aberto ao diálogo. Dava bastante espaço para os jogadores opinarem. Sempre teve boa gestão de grupo e bom relacionamento com os atletas.”
Mirandinha, no entanto, aponta que Martins ainda não tinha, naquela época, uma identidade tática tão clara quanto outros técnicos, como Leonardo Jardim ou Jorge Sampaoli, conhecidos por manter padrões de jogo bem definidos. ” Prefiro técnicos de repetição”, pontou o comentarista. Para ele, treinadores que repetem sua metodologia conseguem extrair o máximo dos times pela consistência, mas reconheceu que a adaptabilidade de Pedro também pode ser uma qualidade.
Enquanto o argentino Jorge Sampaoli, preferido por parte da torcida, encontra forte rejeição interna, e outros nomes como Luis Zubeldía e Ramón Díaz seguem no radar, os “dois Pedros” parecem hoje estar no centro da mesa alvinegra.
A questão agora é: será que um dos ‘Pedros’ será o comandante do Galo daqui pra frente?