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Se antes o saber estava restrito a poucos, hoje temos vídeos, podcasts, cursos a distância, comunidades online (Arquivo EBC)

Se antes o saber estava restrito a poucos, hoje temos vídeos, podcasts, cursos a distância, comunidades online (Arquivo EBC)

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Preciso confessar uma coisa para você. Eu tenho um hábito de fazer pelo menos um curso online por mês, mas não na minha área. Às vezes é programação, outras vezes inteligência artificial, saúde pública, até psicologia infantil. Não quero ser especialista em nada disso, mas gosto de pensar que é como ler um livro de uma prateleira diferente. E olha, é um baita exercício mental. Porque não é óbvio, exige esforço, é um verdadeiro CrossFit para o cérebro.

Mas o ponto aqui não é o meu hobby. É a facilidade absurda que temos hoje para aprender. Eu lembro da época da universidade: tinha que atravessar o campus inteiro até a biblioteca, procurar fichas em armários de madeira, lidar com computadores que viviam fora do ar e só então — se tivesse sorte — achar o livro que precisava. Era até bonito, romântico. Mas hoje vivemos algo inédito, e muito melhor. Nunca na história foi tão fácil acessar conhecimento e informação.

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Se antes o saber estava restrito a poucos, hoje temos vídeos, podcasts, cursos a distância, comunidades online. E não é só para aprender, é também para ensinar. Para mim, isso é fascinante: a democratização do saber. E aí vem a pergunta: por que ainda existe tanto preconceito com o ensino a distância?

A verdade é que não existe metodologia ruim. O que existe são currículos engessados, estruturas frágeis e a distância entre quem ensina e quem aprende. Aprender é possível para todos, mas não de qualquer jeito. Pela minha experiência como professor, já vi grandes lacunas tanto no ensino presencial quanto no online. Ou seja, não é o meio que determina o sucesso, mas uma combinação de fatores: a bagagem cultural do aluno, o currículo, a formação dos professores e até as condições de estudo.

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Reduzir a discussão a “EAD funciona ou não funciona” é simplista demais. O verdadeiro desafio é outro: como criar experiências de aprendizagem significativas, humanas e transformadoras, seja na sala de aula, seja no clique do computador.

Eu termino com uma provocação para você que está ouvindo agora: qual foi o curso diferente que você fez neste mês de agosto? Um abraço e até mais.

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Rodrigo Lopes

É especialista em educação e inovação, com ampla experiência em projetos de formação profissional, tecnologias educacionais e políticas públicas. Atua há 20 anos na criação de soluções que conectam aprendizado, inclusão e desenvolvimento social, unindo conhecimento técnico à prática transformadora.

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