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Escolas cívico-militares: novo secretário de Educação de MG promete volta da discussão em 15 dias

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Ao assumir a vaga deixada por Igor Alvarenga, o novo secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, prometeu ampliar o debate das escolas cívico-militares (Foto: Imprensa/MG | Divulgação)

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A implementação do modelo cívico-militar em escolas estaduais voltará a ser debatida em Minas Gerais, nos próximos dias. Determinação partiu do novo secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, que assumiu nesta quarta-feira (6/08) a vaga deixada por Igor Alvarenga. Tema deve ser retomado nos próximos dias.

“Estamos reavaliando o processo. Fazer a discussão durante as férias, obviamente, não deu certo. Precisamos de um processo muito mais cuidadoso, participativo. E a gente vai construir”, afirmou Rossieli. O secretário prometeu, ainda, ampliar o debate. “Seja para as as escolas cívico-miltares, para as de tempo integral, algumas novidades a gente vai trazer nos proximos dias. E obviamente a gente vai chamar a nossa rede [de escolas], vai discutir com eles quais são os pontos”, afirmou.

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Rossieli descartou, contudo, uma nova consulta. “Tem escola que já fez a adesão [ao modelo cívico-militar], e a gente vai respeitar. E teve escola que rejeitou, e vamos aceitar também”, explicou. “Vamos reestudar, reequilibrar o processo de adesão”, completou o secretário, prometendo — sem trazer detalhes — novidades para o sistema educacional estadual mineiro.

Declarações chegam após o governo de Minas Gerais suspender, em julho, as assembleias escolares que estavam sendo realizadas para decidir sobre a adoção do modelo cívico-militar em escolas.

Tema judicializado

A adesão ao modelo cívico-militar foi judicializada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), que representa a categoria. A entidade entrou com uma ação civil pública na Justiça para suspender a implementação das chamadas escolas cívico-militares na rede estadual de ensino.

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O Sind-UTE se diz contrário à mudança no modelo de educação nas escolas mineiras, por entender que se trata de um programa de viés autoritário, com claros objetivos eleitoreiros e ideológicos. As alegações foram desmentidas, em coletiva, pelo governador Romeu Zema (Novo) e o ex-secretário de Estado de Educação, Igor Alvarenga.

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