Crianças de até 6 anos com hemofilia A poderão receber tratamento com emicizumabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde aprovou um protocolo que estabelece os critérios para uso do medicamento em pacientes que não apresentam inibidores do fator VIII, proteína responsável pela coagulação do sangue.
A decisão foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (15/10). O documento define as condições para inclusão de pacientes, as regras de acesso ao tratamento e os mecanismos de acompanhamento e avaliação.
Medicamento dispensa aplicação na veia
Diferentemente do tratamento tradicional com fator VIII, que exige infusões intravenosas, o emicizumabe é administrado por meio de injeções sob a pele. Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento também pode reduzir a frequência dos sangramentos, uma das principais complicações da hemofilia.
A doença é um distúrbio da coagulação que dificulta a interrupção de sangramentos. A condição pode provocar hemorragias espontâneas ou após traumas, inclusive com risco de complicações nas articulações.
Protocolo define regras para atendimento
O protocolo terá abrangência nacional e deverá orientar as secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Os gestores deverão organizar os serviços de referência e definir os fluxos de atendimento aos pacientes.
Antes do tratamento, a criança ou seu responsável legal deverá receber informações sobre os riscos, os efeitos colaterais e os possíveis eventos adversos associados ao medicamento.
O documento completo ficará disponível no site do Ministério da Saúde, na seção de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). As regras estabelecem os critérios para que os pacientes tenham acesso ao emicizumabe pela rede pública.
