A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) começa a movimentar parlamentares e partidos que integrarão a Casa a partir de 2027. Com a maior bancada eleita, de 21 deputados, o PL demonstra interesse em assumir o comando do Legislativo mineiro. Nos bastidores, porém, uma possível articulação entre partidos do Centrão, da esquerda e integrantes da futura base do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) é discutida como alternativa ao avanço da legenda. Entre os nomes mencionados estão Sargento Rodrigues e Bruno Engler, pelo PL; Ulysses Gomes e Leninha, pelo PT; Doorgal Andrada (PP) e Tito Torres (PSD), pelo Centrão; e Nayara Rocha (PP), ligada à futura base governista.
Segundo informações obtidas pela Rede 98, parte da esquerda avalia que uma eventual presidência da Assembleia nas mãos do PL poderia representar dificuldades para o futuro governo Cleitinho. Essa avaliação alimenta conversas sobre a possibilidade de uma composição entre diferentes forças políticas para a eleição da Mesa Diretora.
O PL terá 21 das 77 cadeiras da Assembleia na próxima legislatura. Embora seja a maior bancada, o partido não reúne sozinho os votos necessários para eleger o presidente da Casa.
Entre os nomes considerados pela legenda para a disputa estão Sargento Rodrigues e Bruno Engler. Ainda não há definição sobre qual deles poderia representar o partido.
Para ser eleito, o candidato a presidente deve ter 39 dos 77 votos
Esquerda e Centrão avaliam possibilidades
Do lado da esquerda, o deputado estadual Ulisses Gomes (PT) é apontado por interlocutores como um dos principais nomes para uma eventual candidatura à presidência da Assembleia.
A deputada Leninha (PT) também é mencionada nas conversas, mas ainda não teria iniciado uma articulação efetiva para disputar o cargo. Nos bastidores, a avaliação é de que Ulysses apresenta maior movimentação política para uma possível candidatura.
Entre os parlamentares do Centrão, Doorgal Andrada e Tito Torres aparecem como alternativas.
Uma das possibilidades discutidas é a construção de uma candidatura que reúna partidos de centro e de esquerda, além de integrantes da futura base de Cleitinho. A articulação, entretanto, ainda é tratada como hipótese e não representa um acordo fechado entre as legendas.
Cleitinho evita participar da disputa
Apesar das movimentações, o governador eleito Cleitinho Azevedo tem sinalizado a interlocutores que não pretende participar diretamente da escolha do próximo presidente da Assembleia.
Cleitinho indicou que não pretende pedir votos para candidaturas e que deverá acompanhar as orientações do atual presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), respeitando a decisão dos deputados.
Entre os nomes ligados à futura base do governador, Nayara Rocha é citada como uma possível alternativa para a presidência. Até o momento, porém, Cleitinho não manifestou apoio a uma candidatura.
A postura busca preservar o diálogo com diferentes bancadas antes do início do novo governo e evitar que a disputa pelo comando do Legislativo provoque desgastes na relação entre os dois Poderes.
A eleição da Mesa Diretora está prevista para fevereiro de 2027, no primeiro dia da nova legislatura. Até lá, os grupos políticos deverão intensificar as conversas para definir candidaturas e construir apoios.