O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (8) que pretende convidar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para integrar um eventual governo caso seja eleito em 2026.
Em entrevista à CNN Brasil, Flávio disse que o pai seguirá sendo sua principal referência política.
“O Jair será sempre o meu norte, minha bússola, minha referência, a pessoa com quem eu me consulto. Se ele quiser exercer um cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer”, declarou.
O senador também afirmou que pretende atuar por uma “anistia ampla” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e disse que gostaria de subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do ex-presidente em uma eventual posse presidencial.
Flávio sinaliza preferência por vice mulher
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro também afirmou que tem preferência por uma mulher para compor a chapa presidencial como vice.
“Ultimamente, eu tenho refletido e as pesquisas têm mostrado, eu tenho preferência por uma vice. É o que nós estamos buscando, a pessoa com experiência que possa agregar de verdade”, afirmou.
Senador comenta investigações contra Ciro Nogueira
Flávio também comentou as investigações envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.
“São acusações graves que pesam contra ele. Mas ele tem a sorte de ter na relatoria do caso no Supremo um ministro que não vai agir fora dos autos, que vai cumprir a lei e não vai perseguir ninguém”, disse, em referência ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o senador, não há negociação específica pelo apoio individual de Ciro Nogueira, mas sim diálogo com a federação formada por União Brasil e Progressistas.
Defesa de Bolsonaro pede revisão criminal no STF
Também nesta sexta-feira (8), a defesa de Jair Bolsonaro protocolou no STF um pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão.
O recurso foi apresentado após a promulgação da chamada Lei da Dosimetria pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A nova legislação reduz penas e flexibiliza regras de progressão de regime, podendo beneficiar condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
No pedido encaminhado ao ministro Edson Fachin, os advogados alegam cerceamento de defesa e pedem a anulação da delação de Mauro Cid. A defesa também solicita que sejam afastadas condenações por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Ainda nesta sexta, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator das ações apresentadas pela federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) contra a Lei da Dosimetria.