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1,7 milhão de mortes por ano: ingrediente que você usa todo dia gera alerta da OMS

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(Arquivo EBC)

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O sal está em quase tudo o que você come e provavelmente em quantidade muito maior do que você imagina. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a média global de consumo de sódio é mais que o dobro do limite recomendado, contribuindo para 1,7 milhão de mortes por ano. No Brasil, o cenário não é diferente: somos um povo que ama tempero, comida de rua e produtos industrializados cheios de sal escondido. Entender o que o sal faz ao seu corpo é o primeiro passo para viver mais e melhor.

Qual é a quantidade ideal de sal por dia?

A OMS recomenda o consumo máximo de 5 gramas de sal por dia, o equivalente a uma colher de chá rasa. Isso corresponde a cerca de 2.000 mg de sódio. Parece bastante, mas o problema é que grande parte do sal que consumimos não vem do saleiro: ele já está pronto nos alimentos processados, embutidos, pães, macarrão instantâneo, molhos e até em biscoitos “sem sabor”.

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Na prática, a maioria dos brasileiros consome entre 9 e 12 gramas de sal por dia, quase o dobro do recomendado. E o pior: muitas vezes sem perceber.

O que acontece com o seu corpo quando você come sal demais?

O excesso de sódio é silencioso, mas devastador. Veja os principais efeitos no organismo:

Hipertensão arterial: o sódio retém líquido no sangue, aumentando a pressão nas artérias. É a consequência mais conhecida e uma das mais perigosas.

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Doenças cardiovasculares: pressão alta crônica leva a infarto, derrame e insuficiência cardíaca.

Problemas nos rins: os rins trabalham horas extras para filtrar o excesso de sal, podendo desenvolver cálculos renais e insuficiência renal.

Retenção de líquidos: aquele inchaço nos pés, tornozelos e rosto pode ter o sal como culpado.

Osteoporose: o excesso de sódio faz o cálcio ser excretado pela urina, enfraquecendo os ossos.

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Onde está o sal escondido nos alimentos?

Esse é o grande vilão invisível da dieta brasileira. Muitos alimentos ultraprocessados carregam altas doses de sódio mesmo sem ter gosto salgado. Fique de olho nestas categorias:

  • Embutidos (presunto, salame, linguiça, salsicha)
  • Queijos processados e requeijão
  • Macarrão instantâneo e sopas prontas
  • Molhos prontos (shoyu, molho de tomate industrializado, catchup, mostarda)
  • Salgadinhos, biscoitos e snacks
  • Pão de forma e produtos de padaria industrializados
  • Temperos prontos e caldos em cubinho

Dica prática: leia o rótulo. Procure a informação de sódio por porção na tabela nutricional. Valores acima de 400 mg por porção já são considerados altos.

O que a OMS recomenda para reduzir o consumo de sal?

Em maio de 2026, a OMS lançou a segunda edição do pacote técnico SHAKE (Shake the Salt Habit), um guia direcionado a governos para acelerar políticas de redução de sódio no mundo. O pacote organiza as ações em cinco frentes: Vigilância, Aproveitamento da indústria, Adoção de padrões para rotulagem, Conhecimento e Meio Ambiente.

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Entre as medidas recomendadas estão a reformulação de alimentos processados com limites máximos de sódio, a rotulagem frontal de embalagens com alertas visíveis, restrição ao marketing de alimentos não saudáveis para crianças, e tributação de produtos ultraprocessados. A OMS alerta que apenas 28% da população mundial vive em países com políticas obrigatórias de redução de sódio — e o mundo ainda está longe de atingir a meta de reduzir o consumo global de sal em 30% até 2030.

Como reduzir o sal no dia a dia? Dicas práticas para brasileiros

Reduzir o sal não significa comer sem sabor. Com algumas mudanças simples, você transforma sua alimentação sem perder o prazer de comer bem:

Tempere com ervas e especiarias naturais — alho, cebola, pimenta-do-reino, orégano, salsinha, cebolinha e limão fazem milagres sem precisar do sal.

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Tire o saleiro da mesa — pesquisas mostram que quem não tem o saleiro à vista salga menos a comida.

Cozinhe mais em casa — você controla a quantidade de sal adicionado e evita o sódio “escondido” dos industrializados.

Reduza gradualmente — o paladar se adapta. Diminua o sal aos poucos e em algumas semanas você nem vai sentir falta.

Prefira versões “sem sal adicionado” ou “low sodium” dos alimentos que você mais consome.

Beba mais água — a boa hidratação ajuda os rins a eliminarem o excesso de sódio do organismo.

Atenção ao sódio dos remédios — alguns antiácidos e efervescentes têm altas doses de sódio. Consulte seu médico ou farmacêutico.

Substitutos do sal: vale a pena usar?

Os substitutos de sal com baixo teor de sódio (conhecidos como “sal light” ou “sal de potássio”) trocam parte do cloreto de sódio pelo cloreto de potássio, reduzindo a quantidade de sódio sem eliminar completamente o sabor salgado. A OMS inclusive recomenda seu uso em contextos apropriados.

Porém, atenção: pessoas com doenças renais ou que usam certos medicamentos (como diuréticos poupadores de potássio) não devem usar substitutos de sal sem orientação médica, pois o excesso de potássio também pode ser perigoso.

Perguntas frequentes sobre sal e saúde

Qual é a quantidade máxima de sal por dia recomendada pela OMS?

A OMS recomenda no máximo 5 gramas de sal por dia (equivalente a 2.000 mg de sódio), o que corresponde a aproximadamente uma colher de chá rasa.

Comer pouco sal faz mal?

Sim. O sódio é essencial para o funcionamento do organismo — ele regula o equilíbrio de fluidos, a contração muscular e a transmissão nervosa. O consumo muito baixo (abaixo de 1.500 mg/dia) também pode ser prejudicial em alguns casos. O segredo é o equilíbrio dentro da faixa recomendada.

Sal rosa do Himalaia é mais saudável que o sal comum?

Do ponto de vista do teor de sódio, não. O sal rosa do Himalaia contém praticamente a mesma quantidade de sódio que o sal de cozinha comum. Ele tem traços de outros minerais, mas em quantidades tão pequenas que não fazem diferença nutricional relevante. O que importa é a quantidade total de sal consumida, independentemente do tipo.

Pressão alta tem cura se eu parar de comer sal?

Reduzir o sal é uma das medidas mais eficazes para controlar a hipertensão, mas a pressão alta tem múltiplos fatores (genética, estresse, sedentarismo, excesso de peso). Em muitos casos, mudanças no estilo de vida, incluindo a redução do sal, podem normalizar a pressão sem necessidade de medicação — mas isso deve sempre ser acompanhado por um médico.

Crianças também precisam limitar o consumo de sal?

Sim, e com limites ainda menores que os dos adultos. Crianças com menos de 1 ano não devem consumir sal adicionado. Entre 1 e 3 anos, o limite é de cerca de 2g de sal por dia. Criar o hábito de alimentação com pouco sal desde cedo é uma das melhores formas de prevenir doenças cardiovasculares na vida adulta.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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