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Café pode ajudar a recuperar memória afetada por falta de sono, aponta estudo

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Larissa Reis

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A cafeína conseguiu restaurar parte dessas funções, revertendo déficits observados após a privação de sono (Pixabay)

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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura mostrou que a cafeína pode ajudar a restaurar funções de memória prejudicadas pela privação de sono. A pesquisa foi publicada na revista científica “Neuropsychopharmacology” e investigou como a substância age em circuitos específicos do cérebro ligados à memória social.

Segundo os cientistas da Escola de Medicina Yong Loo Lin, da universidade de Singapura, a falta de sono compromete a chamada “memória social”, habilidade responsável por reconhecer e diferenciar pessoas familiares. O trabalho identificou que a privação de sono afeta diretamente a região CA2 do hipocampo, área cerebral essencial para processos de aprendizagem e memória.

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Nos testes laboratoriais, os pesquisadores submeteram os animais a cinco horas de privação de sono. Depois disso, eles receberam cafeína diluída na água durante sete dias. Em seguida, os cientistas analisaram a atividade cerebral e observaram mudanças nas conexões entre os neurônios.

Os resultados mostraram que a falta de sono enfraqueceu a comunicação neural e reduziu a capacidade de fortalecimento das conexões cerebrais, prejudicando a memória social. No entanto, a cafeína conseguiu restaurar parte dessas funções, revertendo déficits observados após a privação de sono.

De acordo com o pesquisador Lik-Wei Wong, um dos autores do estudo, os efeitos da cafeína vão além de apenas manter o corpo acordado.

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“Descobrimos que a cafeína pode reverter essas alterações tanto em nível molecular quanto comportamental”, afirmou o cientista.

Os pesquisadores destacaram ainda que o efeito ocorreu de maneira seletiva em circuitos específicos do cérebro, sem provocar sinais de superestimulação nos indivíduos que não estavam privados de sono.

Para os autores, os resultados ajudam a compreender melhor os impactos da privação de sono sobre a cognição e podem abrir caminho para futuras estratégias de tratamento voltadas à preservação da memória e do desempenho cerebral.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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