A poucas semanas do início da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, a Fifa está monitorando de perto um novo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC). A entidade afirmou estar em contato direto com as autoridades globais de saúde e com a Federação Congolesa de Futebol (FECOFA) para estabelecer todos os protocolos de segurança durante o torneio.
O país africano, que está classificado para a Copa do Mundo, enfrenta um alerta grave de saúde pública. Relatórios recentes apontam que a atual onda de contágios já deixou pelo menos 131 mortos na região. Apesar da gravidade do cenário local, a Fifa tranquilizou o meio esportivo e assegurou que, até o momento, a participação da equipe nacional na competição não está ameaçada.
A seleção da República Democrática do Congo está no Grupo K da Copa do Mundo, chave que também conta com as seleções da Colômbia, de Portugal e do Uzbequistão. Para garantir a viabilidade da participação congolesa sem colocar em risco as sedes norte-americanas, a expectativa é de que a delegação, assim como os torcedores que viajarem do país para a América do Norte, sejam submetidos a um rigoroso controle sanitário.
Esta não é a primeira vez que o futebol internacional precisa adaptar seus protocolos devido a emergências de saúde globais, e a postura atual da Fifa reflete a cautela necessária para blindar o evento. A organização e as autoridades de saúde continuarão avaliando o desenvolvimento do surto diariamente. Novas diretrizes ou atualizações sobre restrições de viagem podem ser anunciadas caso haja recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) nos próximos dias.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Roberth Costa
