PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

‘Tributação sobre o consumo penaliza os mais pobres’, afirma advogado sobre o Dia Livre de Imposto

Siga no

PHF Tax analisa o "manicômio tributário" brasileiro no DLI e faz um alerta sobre os limites da reforma tributária para o setor de serviços. (Foto: Reprodução)

Compartilhar matéria

Mais de mil lojas de Belo Horizonte participam, nesta quinta-feira (28/5), do Dia Livre de Imposto (DLI). A tradicional campanha comercializa produtos sem a incidência de taxas para conscientizar a população sobre a alta carga tributária do país.

Em entrevista exclusiva à rádio 98 News, o advogado tributarista Pedro Henrique Fonseca explicou que a iniciativa constrói a “cidadania fiscal”. Para ele, a ação desfaz a falsa impressão de que o cidadão só paga imposto quando recolhe uma guia oficial.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“No Brasil, se tributa muito mais o consumo do que outras fontes. Essa tributação sobre o consumo penaliza muito mais a população mais pobre do que quem é mais rico, porque você não consegue individualizar”, pontuou o especialista, conhecido como PHF Tax.

O advogado alertou que a cobrança embutida atinge em cheio as famílias de menor poder aquisitivo. “Se eu ou um bilionário tomarmos um café, vamos pagar o mesmo tributo e suportar a mesma carga, sendo que o bilionário tem mais renda disponível”, exemplificou Fonseca.

Combustível como vilão e os limites da reforma tributária

Ao analisar os itens que mais pesam no orçamento, o tributarista apontou os combustíveis e a energia elétrica como os grandes vilões do mercado. No Dia Livre de Imposto, inclusive, filas são formadas em postos de Belo Horizonte. Pedro Fonseca explicou que os estados recorrem a esses produtos porque eles garantem a arrecadação.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Os estados, quando precisam de alguma receita, tributam justamente aquilo que o consumidor não consegue fugir. Combustível é sempre o vilão porque, como somos um país rodoviário, quando você aumenta essa tributação, você aumenta toda a carga ao longo da cadeia”, ressaltou.

Questionado sobre o andamento das novas regras fiscais no Congresso Nacional, o especialista, portanto, adotou um tom de cautela. Fonseca ponderou que o projeto em tramitação não representa um alívio imediato para o bolso do contribuinte brasileiro.

“Nosso modelo virou um verdadeiro manicômio tributário ao longo do tempo. A reforma tributária foi desenhada para tentar simplificar o consumo, mas ela não resolve a regressividade da carga. Inclusive, ela vai aumentar as taxas de setores como o de serviços. O balanço final só será positivo se a sociedade for vigilante para garantir o cumprimento das regras, pois o projeto já não saiu do Congresso do jeito que gostaríamos”, concluiu PHF.

Compartilhar matéria

Siga no

Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Caged: saldo líquido de abril é positivo em 85.888 vagas, abaixo do piso esperado pelo mercado

‘Brasil é um país de renda baixa e produtividade baixa’, diz economista da Fiemg sobre fim da escala 6×1

Petrobras reajusta gasolina em R$ 0,48; aumento vale a partir desta sexta (29/5)

Governo de Minas revela preço oculto da Copasa para atrair investidor, aponta jornalista

União e DF firmam acordo para socorro ao BRB com garantia de bancos

Copasa divulga nova versão da oferta de privatização com preço mínimo de R$ 47,23 por ação

Últimas notícias

Trabalhadores da educação mantêm greve em BH após um mês de paralisação

BH vai abrir 19 postos de vacinação neste sábado (30)

Câmara aprova projeto que permite internação de adolescentes em comunidades terapêuticas

Cláudio Castro desiste de disputar vaga no Senado pelo PL

Anvisa manda recolher coco ralado da marca Casa de Mãe por excesso de conservante

Curto-circuito provoca incêndio em apartamento no Buritis, em BH

STJD suspende Carrascal por três jogos após expulsão em Flamengo x Palmeiras

Aliados veem possível aproximação entre Zema e Caiado, mas tratativas ainda estão distantes

Santos se pronuncia após CBF confirmar lesão de Neymar na Seleção Brasileira