A economia brasileira registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao quarto trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal. O desempenho, impulsionado por resultados robustos na agropecuária e na indústria extrativa, eleva o Produto Interno Bruto (PIB) nominal do país para a marca de R$ 3,3 trilhões no período. Paralelamente, projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que o Brasil deve encerrar o ano como a 10ª maior economia do mundo, ultrapassando o Canadá.
Motores do crescimento
O setor agropecuário foi o principal destaque do trimestre, com uma expansão de 2,0%. Esse resultado foi sustentado por ganhos de produtividade e condições climáticas favoráveis, que levaram a cultura da soja a uma produção recorde, com alta estimada de 4,8% no ano. No acumulado de quatro trimestres, o setor apresenta uma alta expressiva de 7,5%.
A indústria também apresentou desempenho positivo, crescendo 1,0% no trimestre. O motor desse avanço foi a indústria extrativa, que saltou 3,6% no período e registrou uma expansão de 13,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025, impulsionada pela extração de petróleo e gás natural. O setor de serviços, por sua vez, cresceu 0,5%, com ênfase nas atividades de informação e comunicação (+2,4%) e atividades imobiliárias (+1,2%).
Ascensão no ranking mundial e cenário externo
A ascensão do Brasil para a 10ª posição global, com um PIB nominal projetado em US$ 2,64 trilhões, reflete não apenas o crescimento interno, mas também variáveis cambiais e a valorização das commodities. Segundo o FMI, o fortalecimento da moeda local frente ao dólar e o aumento das receitas com exportações de petróleo têm favorecido a posição brasileira no ranking nominal.
As projeções para o fechamento de 2026 foram revisadas para cima pelo FMI, passando de 1,6% para 1,9%, em um cenário onde a economia mundial deve desacelerar para 3,1% devido a tensões geopolíticas e alta nos combustíveis. A expectativa é que a tendência de subida continue: o Brasil poderá alcançar a 9ª posição em 2027, superando a Rússia, e chegar ao 8º lugar em 2028.