O Senado dos Estados Unidos aprovou, na madrugada desta sexta-feira (05/6), uma proposta orçamentária que destina US$ 70 bilhões, cerca de R$ 354 bilhões, para a política de deportação em massa defendida pelo presidente Donald Trump.
A medida representa uma vitória para a Casa Branca após meses de impasse entre republicanos e democratas sobre o financiamento das principais agências responsáveis pelo controle migratório do país.
O projeto agora retorna à Câmara dos Representantes, onde a maioria republicana deve aprovar o texto antes do envio para sanção presidencial.
Recursos vão reforçar agências de imigração
A proposta garante recursos para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e para a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), órgãos que enfrentavam dificuldades orçamentárias desde fevereiro.
Com a aprovação, as duas agências terão financiamento garantido até o fim do mandato de Trump.
Segundo o texto, o volume de recursos destinado ao setor migratório coloca as agências entre as estruturas governamentais mais financiadas dos Estados Unidos.
Republicanos driblaram oposição democrata
A aprovação ocorreu após uma manobra regimental dos republicanos para evitar a obstrução dos democratas no Senado.
O partido utilizou o mecanismo conhecido como reconciliação orçamentária, que limita o tempo de debate e impede o uso do chamado filibuster, instrumento frequentemente utilizado pela oposição para atrasar ou bloquear votações.
Democratas defendiam contrapartidas para a aprovação dos recursos, incluindo restrições às operações de deportação e novas exigências para agentes de imigração, mas as propostas ficaram de fora do texto final.
Vitória política para Trump
A aprovação também foi considerada uma vitória política para Trump porque o projeto avançou sem alterações que vinham sendo defendidas por setores mais moderados do Partido Republicano.
Entre as medidas retiradas das negociações estavam restrições a um fundo federal criado pelo governo e limitações relacionadas a obras de ampliação da Casa Branca.
O resultado fortalece uma das principais bandeiras do presidente norte-americano para o atual mandato e amplia os recursos disponíveis para a fiscalização das fronteiras e execução de deportações em larga escala.