O deputado federal Reginaldo Lopes afirmou que o Partido dos Trabalhadores não tem qualquer relação com o caso envolvendo o senador Jaques Wagner e negou que o episódio possa trazer desgaste político para o governo federal.
“O PT e o presidente Lula não têm nada a ver com o Banco Master. A população sabe disso e nós vamos fazer o bom debate. Se tiver alguém envolvido, essa pessoa vai responder isoladamente. Mas não há ninguém do governo do presidente Lula ou ligado ao presidente Lula envolvido nesse caso”, disse o parlamentar em entrevista exclusiva à 98 News.
O deputado participa, nesta sexta-feira (19/6), da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Hospital Luxemburgo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo ele, a polêmica não deve ser generalizada. “O PT e o presidente Lula não têm nada a ver com isso. A população sabe disso e nós vamos fazer o bom debate”, afirmou.
Reginaldo ainda sustentou que órgãos de controle já atuaram no caso e reforçou a defesa do governo: “É o nosso governo que fiscalizou, é o Banco Central que liquidou esse aventureiro que deu prejuízo ao povo brasileiro”.
Escala 6×1 e mudança estrutural no trabalho
Além do embate político, o deputado comentou a proposta que extingue a escala 6×1, em análise no Congresso após a retirada de urgência da pauta na Câmara.
Ele afirmou que a medida é uma das principais reformas trabalhistas em discussão no país e destacou o alcance social da proposta. “Essa é a verdadeira reforma que interessa ao povo brasileiro. Ela atende 37,8 milhões de brasileiros e brasileiras”, disse.
O parlamentar também relacionou a mudança ao novo cenário econômico. “Nós estamos falando de uma economia de inteligência artificial, tecnológica, um ganho de competitividade e produtividade, e que tem que preservar pelo seu maior ativo, que são seus colaboradores”, afirmou.
Para Reginaldo, a proposta tem potencial de reduzir tensões políticas: “É uma matéria que rompe a polarização política, tem 90% de aprovação na sociedade brasileira”.
Cenário político em Minas Gerais
Ao tratar da disputa em Minas Gerais, o deputado afirmou que o PT deve trabalhar por candidatura própria no primeiro turno, sem descartar alianças no segundo turno com partidos da base do presidente Lula.
“O PT poderia também apresentar um candidato próprio, fazer a disputa do primeiro turno e no segundo turno o aliado do presidente Lula seria o nosso candidato”, disse.
Ele também defendeu alinhamento político mais forte com o Planalto para impulsionar o desenvolvimento do estado.
