Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp

Peça um Rock
Anuncie Aqui
  • Ao vivo
  • BH e região
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Economia
  • Política
  • Colunistas
  • 98 Segundos
  • Custo Brasil
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Ao vivo
  • BH e região
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Economia
  • Política
  • Colunistas
  • 98 Segundos
  • Custo Brasil
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Ao vivo
  • Ao vivo
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O preconceito contra o Colégio Tiradentes também precisa ir para a sala de aula

Por

Paulo Leite

Paulo Leite
  • 22/06/2026
  • 09:51

Siga no

Colégio Tiradentes em Uberlândia || FOTO: DIVULGAÇÃO

Colégio Tiradentes em Uberlândia || FOTO: DIVULGAÇÃO

Compartilhar matéria

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais debate nesta segunda-feira a expansão dos Colégios Tiradentes pelo interior e pela Região Metropolitana de Belo Horizonte. O tema virou polêmica, como quase tudo que envolve educação, política, polícia, ideologia e eleição no Brasil. Basta juntar essas palavras numa mesma frase e pronto, acende-se a fogueira, aparecem os donos da verdade, e cada lado começa a atirar giz no outro como se estivesse salvando a civilização.

Mas é preciso olhar o assunto com menos gritaria e mais responsabilidade.

Minas tem hoje uma rede de Colégios Tiradentes reconhecida por muitos pais e alunos como referência de disciplina, organização e qualidade. São 30 unidades e cerca de 24 mil estudantes. Agora, novas unidades foram anunciadas, inclusive em Belo Horizonte, Betim, Lagoa Santa, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Ibirité, Pedro Leopoldo e Sabará. A ALMG quer discutir o planejamento, a falta de diálogo apontada por professores e os impactos sobre escolas estaduais que podem ceder seus prédios para o novo modelo. Essa discussão é legítima. Mais que legítima, é necessária.  

Não é legítimo é transformar o debate numa caça ideológica 

O Brasil convive, há décadas, com escolas religiosas, escolas confessionais, escolas construtivistas, escolas conteudistas, escolas técnicas, escolas bilíngues, escolas comunitárias, escolas de tempo integral, escolas com métodos pedagógicos distintos e até escolas que parecem ter mais projeto de marketing do que projeto pedagógico. E tudo bem. A diversidade educacional é uma riqueza. Nenhuma sociedade democrática deve ter medo de diferentes formas de ensinar, desde que respeitem a lei, o currículo, os direitos dos alunos e a formação adequada.

Por que, então, uma escola militarizada ou vinculada à Polícia Militar deve ser combatida de saída, como se fosse uma ameaça à República?

Há nisso, sim, uma dose de preconceito. E preconceito, mesmo quando veste jaleco pedagógico, continua sendo preconceito.

É claro que a escola pública não pode virar quartel. É claro que estudante não pode ser tratado como recruta. É claro que disciplina não substitui conhecimento, continência não substitui leitura, uniforme não substitui professor bem pago, e ordem no corredor não resolve sozinha a tragédia da aprendizagem. Mas também é claro que uma escola sem disciplina, sem autoridade, sem rotina e sem exigência pode abandonar o aluno ao improviso. E improviso, na educação pública, costuma ser a antessala da desigualdade.

A crítica séria não deve ser contra a existência do Colégio Tiradentes. A crítica séria deve perguntar: haverá vagas abertas à comunidade? Haverá critérios transparentes? Haverá preservação dos direitos dos professores? Haverá diálogo com pais, alunos e servidores? Haverá investimento real? O prédio da escola estadual será transformado sem ouvir quem já está ali? Os alunos atuais, se desejarem, serão remanejados para onde? Os trabalhadores temporários serão dispensados? A comunidade será respeitada ou apenas informada depois da decisão pronta?

Essas perguntas são corretas. O que não é correto é partir do princípio de que escola cívico-militar é, por natureza, ruim.

A Lei 25.090, de 2024, criou cargos para ampliar unidades do Colégio Tiradentes, mas também gerou discussão porque envolveu mudanças nas carreiras da educação básica. A própria ALMG registrou que houve preocupação com retirada de cargos e incluiu dispositivo para impedir diminuição de contratos temporários da Secretaria de Educação. O ponto concreto tem que ser sim fiscalizado. Não é debate de torcida. É debate de política pública.  

O problema é que parte da discussão no Brasil foi sequestrada por um pensamento único. Há quem defenda pluralidade na teoria, mas torça o nariz quando a pluralidade não cabe no seu próprio manual ideológico. Defende-se diversidade para tudo, menos para o modelo escolar. Aí não pode. Aí vira pecado pedagógico.

Ora, se uma família pode escolher uma escola religiosa, por que outra não poderia escolher uma escola cívico-militar? Se há escolas construtivistas, conteudistas, técnicas e confessionais, por que não pode haver também uma escola pública com disciplina mais rígida, valores cívicos e rotina organizada?

Não se deve proibir. Deve-se avaliar

Se o Colégio Tiradentes entrega bons resultados, que sejam medidos. Se falha, que seja corrigido. Se exclui alunos, que se abra. Se privilegia demais um público específico, que se reequilibre. Se usa prédio estadual sem diálogo, que se sente à mesa. Se melhora a aprendizagem, que se reconheça. Se vira propaganda eleitoral, que se denuncie. Mas fechar a porta antes de olhar a realidade é trocar educação por catecismo ideológico.

O essencial é abrir boas escolas. Escola com professor respeitado. Escola com aluno aprendendo. Escola com biblioteca, laboratório, segurança, merenda, internet, projeto pedagógico, avaliação e responsabilidade. Escola que forme gente capaz de ler o mundo, trabalhar, pensar, discordar, e viver em sociedade.

A orientação tem que ser formar bem o aluno

A escola pública precisa ser pública no acesso, plural no método e rigorosa no resultado. Não pode ser monopólio de uma visão única. A educação não pertence a sindicato, governo, partido, corporação militar ou gabinete parlamentar. A educação pertence ao aluno.

E, no fim das contas, o debate verdadeiro é esse, menos preconceito contra modelos diferentes e mais cobrança sobre aquilo que importa. Porque escola boa não é a que agrada a ideologia do adulto. Escola boa é a que muda a vida do estudante.

Compartilhar matéria

Gostou desta notícia?

→ Comece seus dias sempre atualizado com o que rola de relevante nos negócios, economia e tecnologia em Minas Gerais, no Brasil e no Mundo.

98 News

Siga no

Paulo Leite

Paulo Leite

Sociólogo e jornalista. Colunista dos programas Central 98 e 98 Talks. Apresentador do programa Café com Leite.

Webstories

A história do jogo de Campeonato Mineiro que Ronaldo Fenômeno nunca esqueceu

Cinco ‘podrões’ imperdíveis na Grande BH

Mais de Entretenimento

Mais de Colunistas

A grandeza escondida nas pequenas conquistas

Colunista da 98 News conquista 12 prêmios no principal reconhecimento mundial de marketing político

O trono ao lado do rei

Inteligência artificial muda educação e trabalho

Mercado reage a corte de juros do Copom

Novas regras padronizam produção de morango no Brasil

Últimas notícias

BH ganha Centro Integrado para população em situação de rua com atendimento jurídico e social

Atriz turca de ‘Coração de Mãe’ é encontrada morta; advogado pede investigação de mordida de macaco

Bola da Copa vai ao espaço em experimento da NASA que ajuda a explicar a ‘física do futebol’

Cria da Toca, Robert eterniza gol salvador marcado pelo Cruzeiro em 2023

Anvisa reduz suspensão e libera produtos da Ypê fabricados em 2026

Presidente da Fifa tieta mãe de Vozinha durante Uruguai x Cabo Verde

Keir Starmer renuncia e Reino Unido se prepara para escolher novo primeiro-ministro

Vai chover? Veja a previsão para a primeira semana do inverno em BH

Damião sanciona lei para desobstrução de calçadas e vias públicas em BH

  • Notícias
  • Auto
  • BH e Região
  • Brasil
  • Carreira
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Minas Gerais
  • Mundo
  • Política
  • Tecnologia
  • Esportes
  • América
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Futebol em Minas
  • Futebol no Brasil
  • Futebol no Mundo
  • Mais Esportes
  • Seleção Brasileira
  • Entretenimento
  • Agenda
  • Cinema, TV e Séries
  • Famosos
  • Nas Redes
  • Humor
  • Música
  • Programas 98
  • Rock Insônia
  • No Fundo do Baú
  • Central 98
  • 98 Esportes
  • Buenos Días
  • 98 Futebol Clube
  • Ricardo Amado
  • Catimba 98
  • Graffite
  • Barba, Cabelo e Bigode
  • Preleção
  • Jornada Esportiva
  • Giro na Gringa
  • Os Players
  • Matula
  • Buteco
  • Cadeira Cativa
  • Tudo Menos Futebol
  • Redes Sociais 98
  • @rede98oficial
  • @rede98oficial
  • /rede98oficial
  • @98live
  • @98liveesportes
  • @98liveshow
  • @rede98oficial
  • Redes Sociais 98 News
  • @98newsoficial
  • @98newsoficial
  • /98newsoficial
  • @98newsoficial
  • /98-news-oficial

Baixe Nosso Aplicativo

Siga a Rede 98 no

  • Ao Vivo na 98
  • Contato
  • Anuncie na 98
  • Termos de Uso e Política de Privacidade

Rede 98 © 2021-2025 • Todos os direitos reservados

Avenida Nossa Senhora do Carmo, 99, Sion - 30.330-000 - Belo Horizonte/MG

  • Ao vivo
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Notícias
  • BH e região
  • Brasil
  • Economia
  • Colunistas
  • 98 Segundos
  • Imersão Indústria
  • Custo Brasil
  • Meio Ambiente
  • Mercado Automotivo
  • Mundo
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Esportes
  • América
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Futebol no Mundo
  • Mais Esportes
  • Olimpíadas
  • Seleção Brasileira
  • Entretenimento
  • Agenda
  • Famosos
  • Gastronomia
  • Humor
  • Música
  • Redes