O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (26/6) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM, instituição investigada por suspeita de participação no esquema envolvendo o Banco Master. A decisão foi publicada em ato oficial e aponta que a empresa apresentava grave comprometimento de sua situação econômico-financeira, colocando credores em risco, além de ter cometido violações às normas que regulam o funcionamento de instituições financeiras.
A Sefer é alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes relacionadas ao Banco Master. As investigações indicam que o empresário Benjamin Botelho de Almeida, proprietário da corretora, teria atuado como operador financeiro do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e desempenhado papel central em uma estrutura de fundos de investimento e negociação de ativos considerados de alto risco.
Como parte do processo de liquidação, o Banco Central determinou a indisponibilidade dos bens de Benjamin Botelho. A medida também alcança quatro empresas apontadas como controladoras da Sefer: Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda., Seferpar Participações e Investimentos S.A., Brazilpar Investments LLC e Lyon Investments LLC.
Além disso, outros 12 administradores e ex-administradores da instituição também tiveram seus bens bloqueados. São eles: Alan Dain Gandelman, Ana Cristina Guerreiro Bezerra, Antonio José Gonçalves Mota, Beniamino Gaiofatto, Daniel dos Santos Nascimento, Diego Gomes Ferreira, Fernanda Silva Herrera, Fernando Daruj Torres, Jason Cristiano Cardoso Lima, Ricardo Veles, Roberto Eduardo Ferranty Mac Lennan e Talitha Angelo da Silva.
O auditor aposentado do Banco Central Edison Benedito Alexandre foi nomeado liquidante da Sefer. Ele já havia atuado anteriormente na liquidação da Companhia Hipotecária Brasileira (CHB).
Segundo o BC, a Sefer está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, destinado a instituições de menor porte. A empresa representa menos de 0,0004% dos ativos totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e administra cerca de 0,17% dos recursos de terceiros no país.
Com informações da Agência Estado
