A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8/7), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para verificar a existência de armas de fogo que, segundo decisão judicial, deveriam ter sido entregues às autoridades. Nenhum armamento foi localizado durante a ação.
A diligência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a identificação de divergências entre a quantidade de armas registradas em nome de Bolsonaro e aquelas que constam como entregues aos órgãos competentes.
De acordo com a defesa do ex-presidente, o mandado autorizava a apreensão de armas, munições, acessórios e documentos relacionados aos registros dos armamentos. Os advogados afirmaram, porém, que nada foi encontrado na residência.
A Polícia Federal confirmou a realização da operação, mas não divulgou detalhes sobre a investigação.
Segundo informações apresentadas ao STF, a ação ocorreu entre 7h e 8h30 desta quarta-feira e terminou sem a localização de qualquer arma.
Na decisão que autorizou as buscas, Moraes afirmou que havia indícios de possível descumprimento da determinação judicial para entrega integral dos armamentos registrados em nome de Bolsonaro. O ministro ressaltou que a eventual permanência de armas sob posse do ex-presidente seria incompatível com o regime de prisão domiciliar.
Ainda segundo o magistrado, a medida teve como objetivo esclarecer as divergências identificadas nos registros e garantir o cumprimento da decisão judicial, afastando dúvidas sobre a existência de armamentos que ainda pudessem estar sob posse direta ou indireta do ex-presidente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde março deste ano. A medida foi concedida para que ele se recuperasse de um quadro de broncopneumonia e, posteriormente, teve sua duração prorrogada.
