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Por uma Minas Gerais em que o povo trabalhador governe!

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Vivemos em um momento de grandes dificuldades para quem vive do seu trabalho. Os principais países capitalistas disputam entre si para ampliarem seus lucros e seu domínio político. Esta situação nos coloca em uma grave crise climática, aumento da desigualdade social, e ainda às portas de uma guerra mundial.   

O Brasil e Minas Gerais têm grande importância neste contexto. Em nosso estado é produzido milhares de toneladas de grãos e carnes por ano, possuímos fontes de água e somos os maiores exportadores de minérios. Além disso, possuímos a segunda maior reserva de lítio do mundo.

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Esta riqueza não está a serviço da população, mas para benefícios das tradicionais famílias ricas e poderosas de sempre. É necessário governar para a classe trabalhadora de Minas Gerais, é preciso mudar esta realidade. Atualmente, qualquer cidadã mineira paga mais impostos que as grandes mineradoras. Com uma economia baseada na farra dos poderosos, mecanismos como a Lei Kandir, que isenta as empresas exportadoras de pagarem impostos, fazem com que milhares de reais deixem de ir para os serviços públicos.

Além disso, a dívida do estado também prejudica o povo trabalhador. Defendemos a auditoria da dívida do estado com a união, e defendemos também uma auditoria da dívida pública. Não achamos que a entrega do patrimônio do estado resolva o nosso problema. A verdade é que a dívida pública é corrupção, basta observar os juros abusivos que aumentam todos os anos, uma verdadeira agiotagem legalizada. 

A verdade é que o capitalismo aprisiona as pessoas. Os feminicídios que assolam nosso estado é resultado deste sistema. Não podemos suportar uma sociedade em que as mulheres têm medo de circular por nossas cidades. E não há nenhuma política do estado que resolva isto. Quem o faz é o movimento popular. Outro exemplo de exploração são a escala 6×1 e os baixos salários pagos para nossa classe. Com a escala 6×1 os trabalhadores não tem tempo de viver com suas famílias, e aí da recebem baixos salarios. É impossível receber um salário-mínimo de R$ 1.621,00 e viver bem. Estes salários não dão para pagar as contas de água, luz, aluguel, transporte e ainda supermercado. Assim, defendemos o aumento de 100% do salário-mínimo e o fim da escala 6×1.  

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Defendemos o socialismo, que é uma sociedade baseada no bem-estar do povo trabalhador, de quem acorda cedo todos os dias, pega um transporte ruim e caro para chegar ao trabalho e sustentar sua família. Infelizmente não temos como dizer isso a todos os eleitores e eleitoras do estado, pois estes mesmos poderosos impõem regras que impedem nosso partido Unidade Popular, que é formado pela classe trabalhadora a ter tempo de televisão e rádio. Convidamos a todos a conhecerem nosso programa popular para Minas Gerais.

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Indira Xavier

Indira Xavier é trabalhadora, mãe, militante social e candidata ao governo de Minas Gerais. Atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Casa Tina Martins. Participou da fundação da Unidade Popular em Minas.

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