O Atlético tem sido sondado, nas últimas semanas, por empresas interessadas na compra dos naming rights da Arena MRV. Atualmente, os direitos pertencem à MRV, empresa da família Menin, principal acionista da SAF Alvinegra, que detém 83,5% da holding controladora.
Segundo o jornalista Jorge Nicola, colunista da 98, o clube vê a negociação como uma oportunidade para aumentar as receitas e reduzir as dívidas relacionadas à construção do estádio, inaugurado em 2023. Atualmente, ainda restam cerca de R$ 200 milhões a serem pagos do financiamento de R$ 500 milhões contratado para a obra.
Hoje, o Galo recebe cerca de R$ 7,5 milhões por ano pelo contrato com a MRV. A expectativa do clube é conseguir uma proposta entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões anuais para firmar um novo acordo.
Entre os estádios privados da Série A que possuem acordos de naming rights, a Arena MRV está entre os que geram menor receita anual com a exploração do nome. O valor do contrato do estádio do Atlético é inferior aos acordos da Ligga Arena, do Athletico-PR (R$ 13 milhões), da Neo Química Arena, do Corinthians (R$ 15 milhões), da Vila Viva a Sorte, do Santos (R$ 15 milhões), e do Morumbis, do São Paulo (R$ 25 milhões).
Caso consiga fechar um novo acordo dentro da faixa desejada, a Arena MRV passará a ter o segundo maior contrato de naming rights do futebol brasileiro. O Palmeiras, por sua vez, lidera o ranking, com um acordo de cerca de R$ 50 milhões anuais pela exploração do nome do estádio, que passará a se chamar Nubank Parque.