O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira (15/9) a interrupção das discussões durante a sessão extraordinária que analisa os desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master. A manifestação ocorreu após um novo momento de tensão entre integrantes da Corte.
Dino pediu a palavra depois que André Mendonça tentou rebater uma manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e foi interrompido por Gilmar Mendes.
“É impressionante a desfaçatez desse sujeito!”, gritou Gilmar durante o início da fala de Mendonça.
Diante do novo embate, Dino afirmou que o plenário não tinha condições de avançar na deliberação naquele momento.
“Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda”, afirmou.
Sessão marcada por discussões
A sessão desta terça-feira foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Ao longo do julgamento, Moraes e Mendonça discutiram sobre a forma como a investigação foi conduzida. Gilmar Mendes também fez críticas à atuação de Mendonça e à decisão que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Na retomada dos trabalhos durante a tarde, Edson Fachin votou para manter separados os casos envolvendo Moraes e Mendonça. Flávio Dino divergiu e defendeu a análise conjunta. Cristiano Zanin acompanhou Dino.
Fachin defendeu que a sessão termine com uma decisão do plenário apenas sobre a possibilidade de os dois casos serem julgados conjuntamente. A análise do mérito ficaria para outra sessão, ainda sem data informada.