O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta quarta-feira (16/9) a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o corte é necessário, mas os juros continuam elevados e dificultam o acesso ao crédito e a realização de investimentos.
Segundo a entidade, a taxa ainda limita a expansão da indústria e pode afetar produção, emprego e competitividade. O economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio, afirma que o custo elevado do dinheiro reduz a capacidade das empresas de financiar projetos e ampliar a produção.
“Mesmo com a redução, a Selic permanece em patamar elevado e continua encarecendo o crédito, restringindo investimentos e reduzindo a competitividade da indústria, ao aumentar o custo do capital, dificultar o financiamento de novos projetos e restringir recursos destinados à modernização e à ampliação da capacidade produtiva”, afirmou.
A Fiemg também aponta que a política de juros não deve atuar isoladamente no controle da inflação. Na avaliação da entidade, o equilíbrio das contas públicas e a condução da política fiscal influenciam diretamente a eficácia da política monetária.
“Não é sustentável exigir que os juros carreguem praticamente sozinhos o peso do controle inflacionário, enquanto medidas expansionistas atuam na direção contrária”, disse Pio.
Para a entidade, a combinação entre controle da inflação, responsabilidade fiscal e redução dos juros pode favorecer a retomada dos investimentos e melhorar as condições para o crescimento da economia.
