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Trabalhador chamado de ‘gordinho’ pelo chefe será indenizado em R$ 2,5 mil em MG

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Larissa Reis

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A empresa negou as acusações, mas duas testemunhas ouvidas durante o processo confirmaram os episódios (Pixabay)

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Um auxiliar de produção de uma indústria química de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, será indenizado em R$ 2,5 mil após sofrer humilhações no ambiente de trabalho por causa do peso. Segundo a Justiça do Trabalho, o funcionário era chamado de “gordinho” pelo próprio chefe e era alvo de comentários ofensivos na presença de outros colegas.

A empresa negou as acusações, mas duas testemunhas ouvidas durante o processo confirmaram os episódios. Uma delas relatou que havia ridicularizações relacionadas ao peso do trabalhador, presenciadas em diversas ocasiões. A outra afirmou que os comentários ofensivos partiam do próprio superior hierárquico.

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De acordo com os depoimentos, as situações aconteciam inclusive durante reuniões e em outros momentos da rotina de trabalho.

Para a juíza Rafaela Campos Alves, titular da 2ª Vara do Trabalho de Sete Lagoas, os relatos foram suficientes para comprovar que o funcionário era submetido de forma repetida a comentários ofensivos e humilhações por causa do peso.

Na avaliação da magistrada, a conduta caracterizou assédio moral. Ela também destacou que o fato de o trabalhador não ter feito reclamações formais à empresa não significa que as situações não tenham acontecido.

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Segundo a juíza, vítimas de assédio podem deixar de denunciar os episódios por medo de sofrer retaliações no ambiente profissional. No caso analisado, as provas apresentadas no processo demonstraram, segundo a decisão, a repetição das humilhações.

A indenização foi fixada em R$ 2,5 mil. Para chegar ao valor, a magistrada levou em consideração a gravidade da situação, a responsabilidade da empresa, a capacidade econômica das partes, os transtornos causados ao trabalhador e o caráter educativo da condenação.

A decisão foi mantida por unanimidade pelos julgadores da Sexta Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). O tribunal também negou seguimento aos recursos de revista apresentados pelas partes.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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