O envelhecimento acelerado da população brasileira tem impulsionado a procura por profissionais qualificados no suporte à pessoa idosa. Diante de um cenário em que 95% dos cuidados ainda são prestados de forma informal, iniciativas sociais buscam capacitar mulheres para suprir a crescente demanda de mercado e garantir o bem-estar das famílias.
A coordenadora do Instituto Marina, Fernanda Morais, destacou que a formação adequada faz diferença direta no dia a dia. “Quando você tem a oportunidade de ter um cuidador qualificado, capacitado, com preparo básico de enfermagem, isso faz uma diferença inclusive na qualidade do envelhecimento daquela pessoa idosa”, pontuou a especialista.
Capacitação gratuita e valorização profissional
A formação oferecida na capital abrange desde os aspectos físicos de enfermagem até o estímulo ao raciocínio do paciente. Nesse sentido, o programa busca garantir um suporte completo às necessidades do cotidiano.
A preparação técnica contempla ainda o amparo emocional aos próprios trabalhadores durante a rotina de atendimento. Segundo Fernanda, “o primeiro ponto é a saúde, com primeiros socorros e medicação. A gente também ensina sobre saúde cognitiva, além de dar atendimento psicossocial para cuidar de quem cuida”.
Além disso, a especialista ressaltou a necessidade de delimitar com clareza a atuação desses trabalhadores para evitar o desvio de função nas residências. “O cuidador de idosos está ali para prestar atendimento à pessoa, não para cuidar da casa. É muito importante a gente valorizar a profissão para aquilo que de fato ela se propõe”, destacou.
A Casa Marina disponibiliza vagas gratuitas para o curso de cuidadora de idosos no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. As inscrições para mulheres a partir de 18 anos ocorrem presencialmente na Rua Maranhão, 622, ou pelo perfil do projeto nas redes sociais.
