A Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o descumprimento de uma decisão judicial que determinou a entrega dos documentos. Diante da situação, a corporação vai informar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sobre o não cumprimento da ordem.
A Polícia Federal também reforçou a fiscalização nas fronteiras após suspeitas de que Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil e ido para a Argentina. A corporação busca verificar possíveis deslocamentos do senador para o exterior.
Na segunda-feira (26/10), Flávio afirmou que foi intimado a entregar os passaportes e declarou que não pretende deixar o Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador disse que vai cumprir a determinação e se defender na Justiça.
“Eu nunca pensei em sair do país”, afirmou Flávio, que negou ter declarado que deixaria o Brasil caso perdesse a eleição presidencial.
O senador classificou a medida como uma tentativa de intimidação e disse que a decisão teria como base uma declaração de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em entrevista no dia 23 de outubro, Eduardo havia defendido que Flávio deixasse o país caso fosse derrotado na disputa presidencial.
“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou o senador.
No vídeo, Flávio não apresentou o teor da decisão judicial nem documentos que comprovassem a intimação mencionada por ele.
A medida ocorre após a derrota do senador na eleição presidencial de domingo (25/10). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
