A ciência e a inovação médica ganharam destaque durante a programação do Imersão Indústria 2026, evento promovido pelo Sistema FIEMG com correalização da CNI no BH Shopping. Em entrevista à 98 News, a professora e pesquisadora da UFRJ, Dra. Tatiana Sampaio, detalhou os avanços das pesquisas com a polilaminina, substância promissora no tratamento de lesões medulares agudas causadas por acidentes.
Além disso, os estudos conduzidos pela universidade demonstram que a aplicação do composto em até três ou quatro meses após a lesão apresenta resultados positivos. A equipe de cientistas constatou que o tratamento é seguro e não apresenta riscos aos pacientes.
“O que sabemos até aqui é que existe um efeito benéfico nas pessoas que recebem o tratamento nas fases aguda e subaguda, em até três ou quatro meses. Os resultados são muito positivos e verificamos que é um tratamento seguro”, disse Tatiana Sampaio.
Integração entre universidade e setor produtivo
Os pesquisadores desenvolveram a tecnologia brasileira a partir de um método inédito para recriar a estrutura da laminina tal como ela atua no organismo. A migração da pesquisa científica do laboratório para o mercado produtivo representa um avanço significativo para a inovação farmacêutica no país.
“A polilaminina é inovadora em vários aspectos. O primeiro deles é que a própria substância é uma invenção, criada a partir de algo que não existia anteriormente disponível para nosso uso”, disse a professora da UFRJ.
Contudo, para viabilizar a transformação do protótipo acadêmico em um medicamento de escala industrial, o projeto contou com o fomento do laboratório farmacêutico Cristália. A parceria privada permitiu aportes para o desenvolvimento fabril e garantiu a continuidade das pesquisas de apoio no laboratório universitário.
“Tivemos a sorte de encontrar o laboratório Cristália, uma empresa nacional que apostou no projeto e aportou recursos significativos para transformar o protótipo em algo que possa ser produzido em escala”, disse a Dra. Tatiana Sampaio.
