O mais provável é que não. Marília Campos saiu vitoriosa de uma eleição apertada, com representatividade e disposição para exercer seu mandato no Legislativo. E terá um papel importante no Senado diante do avanço da direita e da extrema-direita. Será a única representante do PT com origem na região Sudeste e dividirá com Renato Casagrande, do Espírito Santo, as vagas da esquerda. No Sul, todos os eleitos são de direita.
Marília defende que o governo preserve os senadores eleitos, que serão importantes para a governabilidade do presidente. Caso seja necessário contar com algum dos representantes da Câmara Alta, ela defende que o nome escolhido venha do Nordeste, região que reúne mais representantes da esquerda.
Mas a senadora eleita acredita que Minas Gerais merece ter espaço no primeiro escalão do governo Lula. Além do tamanho e do peso político, econômico e eleitoral do Estado, Minas conseguiu eleger uma senadora do PT e ainda ampliou sua bancada como um todo. Além disso, o Estado protagonizou uma virada no segundo turno, tendo um peso importante na reeleição de Lula.
Marília defende que as pastas das Cidades e da Cultura fiquem sob o comando de representantes mineiros. Isso porque Minas é um espelho do país e também possui um rico patrimônio histórico e cultural. Em relação aos nomes, a condição colocada até o momento é que sejam indicados por consenso no diretório, mesmo que não sejam filiados ao PT.
