O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o encerramento da ajuda financeira concedida a Israel a partir de 2027. A declaração ocorreu durante entrevista à Fox News nesta terça-feira (3), enquanto os eleitores americanos iam às urnas para votar nas Midterms, as eleições que renovam as cadeiras do Congresso.
Segundo o líder americano, existe um entendimento direto com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para interromper o envio anual de US$ 4 bilhões ao país aliado. A medida busca redefinir a cooperação econômica externa e responder às pressões da oposição democrata durante o pleito.
O repasse citado integra um pacote de cooperação militar de US$ 3,8 bilhões anuais, cujo contrato original previa vencimento para 2028. Apesar da suspensão dos pagamentos diretos, o governo norte-americano manteve a disposição para prestar socorro militar estratégico caso surjam emergências.
Reação em Israel
O gabinete do primeiro-ministro israelense evitou se pronunciar imediatamente sobre as declarações do presidente americano. Contudo, em manifestações anteriores, o próprio Netanyahu já havia sinalizado a intenção de reduzir a dependência militar dos Estados Unidos na próxima década.
Além de defender o encerramento do auxílio, Trump destacou a disposição em manter a venda comercial de equipamentos de defesa para a nação aliada. O presidente ressaltou a capacidade da indústria bélica norte-americana para fornecer armamentos tanto para Israel quanto para países europeus.
A mudança de postura reflete a queda no apoio público à ajuda financeira internacional dentro dos Estados Unidos. Pesquisas recentes indicam uma insatisfação crescente dos eleitores com o volume de recursos enviados ao exterior desde o início do conflito em Gaza.
Acordo com o Canadá
Paralelamente às declarações sobre o Oriente Médio, Trump revelou proximidade em um acordo comercial com o Canadá. O avanço nas conversas tenta conter os efeitos de uma recente escalada na aplicação de tarifas bilaterais entre as duas nações.
A disputa comercial com os vizinhos canadenses vinha gerando forte impacto econômico em estados norte-americanos de fronteira. Com isso, a flexibilização das tarifas busca aliviar a pressão de agricultores e produtores locais durante a votação das Midterms.
