PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Imigrantes brasileiros ilegais em Portugal podem ser expulsos a partir desta quinta-feira

Siga no

A partir desta quinta-feira, 1.200 policiais aptos para controle de fronteiras estarão nos aeroportos, segundo jornais de Portugal (Divulgação)

Compartilhar matéria

Entra em vigor em Portugal nesta quinta-feira (21/8), a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (Unef), uma nova força de segurança apelidada de “Polícia de Estrangeiros” porque, entre as suas atribuições, está fiscalizar a permanência de cidadãos de fora do país e o controle de fronteiras.

A partir desta quinta-feira, 1.200 policiais aptos para controle de fronteiras estarão nos aeroportos, segundo jornais de Portugal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A Unef tem como função instruir e gerir os processos de afastamento coercivo, expulsão, readmissão e retorno voluntário de cidadãos estrangeiros, além de executar estas decisões, especialmente por via aérea.

A lei abrange todos os estrangeiros, mas o contexto de atuação da força policial sugere que a expulsão de estrangeiros pode ser aplicada nos casos de imigrantes que não cumprem as leis de entrada, permanência ou saída do território nacional, ou seja, que estejam no país de forma irregular ou que pratiquem crimes no território português.

Os brasileiros representam o maior grupo de estrangeiros em Portugal e o número tem crescido nos últimos anos. O último dado oficial que o Ministério de Relações Exteriores dispõe é de 2023, indicando 513 mil brasileiros em terras portuguesas. Em 2018, eram 111 mil.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A advogada de imigração Tabatha Walazak acredita que a fiscalização em cima de cidadãos de fora do país tende a aumentar com a Polícia Estrangeira. “Quem não tem documentação regularizada para estar em território português está apreensivo”, diz.

Existe um grupo expressivo de brasileiros e outros estrangeiros que já deram entrada na documentação para se regularizar no país, mas aguardam devolutiva da administração pública portuguesa, que tem recebido críticas pela demora em agendar vistos, permissões de residência.

Essas pessoas, em uma “zona cinzenta” no que tange à documentação, estão sujeitas a serem notificadas pela Unef, diz Walazak. “A realidade é que, enquanto não tem autorização de residência, as pessoas estão completamente vulneráveis. Sempre existirá a possibilidade de eventual ordem de expulsão”, diz a advogada.

Ao comprovar que possui algum pedido de regularização formal pendente, o imigrante pode tentar reverter a situação por meio da Justiça.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A Polícia de Segurança Pública – órgão do qual a Unef faz parte – já vinha atuando não só nas áreas de imigração, mas também nas ruas das cidades portuguesas, conferindo a regularidade de imigrantes, segundo Magalhães Neto, advogado de imigração em Portugal. Para ele, ainda é cedo para ter certeza dos novos impactos dessa política para os estrangeiros no país. “É acompanhar para ver como será na prática”, diz.

“O que eu oriento é a andarem com toda a documentação da vida civil daqui. Se (o estrangeiro) está aguardando a documentação, ter em mãos (os documentos que comprovem), como o comprovante de requerimento da ação, a ação judicial, o pedido de agrupamento familiar, o NIF (Número de Identificação Fiscal), o NIS (Número de Identificação da Segurança Social)”, recomenda o advogado como forma de precaução.

“Eu não diria que as pessoas devem temer, mas, obviamente, pode deixar uma sensação de aflição por não saber o que esperar e como é que vão agir”, completa.

Pacote anti-imigração

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A criação da Polícia dos Estrangeiros foi sancionada após o Parlamento português aprovar, em julho, um “pacote anti-imigração” que incluía, além da lei que criou a Unef, outra lei com medidas que endureciam as regras para se legalizar no país: a criação de um visto específico para procura de trabalho qualificado e a limitação do direito de reagrupamento familiar.

Essas outras medidas, porém, foram enviadas pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, para análise do Tribunal Constitucional antes de sancioná-las ou vetá-las. A Corte declarou esses pontos como inconstitucionais. Agora, o projeto voltará para o Parlamento português e deve ser adequado para, então, voltar para a sanção ou veto presidencial.

Todas essas restrições a imigrantes se somam a um movimento de fechamento do país a estrangeiros já adotado pelo governo português, que havia anunciado, em junho, que 34 mil imigrantes seriam notificados a sair do país, entre eles 5 mil brasileiros que tiveram o pedido de residência por manifestação de interesse negado.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Mundo

Modelo brasileira está entre as vítimas dos terremotos na Venezuela

EUA bombardeiam Estreito de Ormuz, após Trump acusar Irã de violação de cessar-fogo

Venezuela tem quase 1 mil mortos por causa de terremotos

Restaurante em BH recebe doações para vítimas dos terremotos na Venezuela

Mortos em terremotos na Venezuela chegam a 589; Brasil envia missão humanitária

Jogador lamenta morte da esposa após terremotos na Venezuela: ‘Perdeu a vida para salvar nossa filha’

Últimas notícias

Lab-to-Lab Pardini leva inovação e debates sobre medicina diagnóstica ao CBAC 2026

Vôlei: Brasil é superado pela Itália, seu 2º revés na Liga das Nações

Justiça suspende processo de cassação de Lucas Ganem na Câmara de BH

Senegal goleia Iraque e fica vivo em disputa para o mata-mata da Copa

Bolsonaro tem picos de pressão alta durante a semana, diz boletim médico

Com hat-trick de Dembelé, França vence a Noruega e garante classificação invicta na Copa do Mundo

América acerta rescisão com Val Soares e volante deixa o clube

Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do Brasil na Copa; queda na próxima partida pode chegar a 20%

Fiemg vê bandeira amarela com cautela diante de alertas sobre El Niño