A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avaliou com cautela a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de manter a bandeira tarifária amarela em julho. Para a entidade, embora a medida evite, por enquanto, o acionamento das bandeiras vermelhas, ela indica que o sistema elétrico continua sob pressão devido ao período de estiagem.
Segundo a Fiemg, o cenário exige atenção diante da confirmação do fenômeno El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A previsão é de que o evento climático possa ganhar intensidade no fim do segundo semestre, com potencial para influenciar o regime de chuvas no país.
O coordenador de Mercado de Energia da Fiemg, Sérgio Pataca, afirma que a manutenção da bandeira amarela não representa uma redução dos riscos para o setor elétrico.
“A manutenção da Bandeira Amarela em julho dá um fôlego temporário, mas a consolidação do El Niño e a perspectiva de alta intensidade no fim do ano mudam o jogo”, afirma.
De acordo com a entidade, a evolução do cenário dependerá do comportamento das chuvas, dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e da necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.
A Fiemg também defende medidas voltadas ao fortalecimento da segurança energética e à ampliação da previsibilidade dos custos da energia para consumidores e para o setor produtivo, especialmente diante das incertezas climáticas previstas para os próximos meses.
