PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Deputados trocam empurrões em sessão da ALMG sobre privatização da Copasa

Siga no

Sessão discute privatização da companhia no contexto da Propag (Reprodução/TV ALMG)

Compartilhar matéria

A discussão da PEC que extingue a obrigatoriedade de consulta popular para a privatização da Copasa transformou a reunião ordinária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na tarde desta quarta-feira (5/11), em um cenário de tensão e troca de ofensas entre parlamentares.

Durante a sessão, os deputados Gustavo Valadares (PSD) e Ulisses Gomes (PT) chegaram a se empurrar, obrigando o presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), a solicitar a intervenção da Polícia Legislativa para conter o tumulto.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O clima ficou mais acirrado após uma estratégia da oposição, que abriu mão da obstrução e tentou acelerar a votação enquanto a base do governo ainda não tinha garantido os 48 votos necessários para aprovar a proposta de emenda à Constituição.

A reunião chegou a ser interrompida por alguns minutos, mas foi retomada em seguida. Os parlamentares envolvidos na confusão foram contidos por colegas que tentaram restabelecer a ordem no plenário.

Entenda

No primeiro turno de análise da proposta, a oposição ao governo na ALMG fez o possível para atrasar a votação. Foram cerca de dez horas ininterruptas de debates em uma sessão que teve início na tarde de uma quinta-feira e só terminou por volta das 4h30 da madrugada de sexta.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

De autoria do governador Romeu Zema (Novo), a chamada PEC do Referendo altera a Constituição Estadual para eliminar a exigência de consulta popular antes da privatização de estatais mineiras — neste caso, a Copasa, no contexto do Programa de Pleno Pagamento da Dívidas dos Estados com a União, o Propag.

Atualmente, o mecanismo do referendo garante que os eleitores possam decidir se aprovam ou não a venda da companhia de saneamento.

Mesmo com a aprovação da PEC, o processo de privatização ainda não será imediato. Para que a Copasa seja efetivamente vendida, dois outros projetos de lei precisam ser votados: um redefine as atribuições da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário (Arsae-MG), e o outro estabelece as diretrizes para a desestatização da empresa.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Líder do PT na Câmara aciona Coaf por repasses a filme sobre Jair Bolsonaro

STF valida por unanimidade lei da igualdade salarial entre homens e mulheres

Câmara de BH aprova projeto que cria proteção para denunciantes de corrupção

‘Instalações improvisadas aumentam risco de acidentes’, alerta especialista da Cemig

Lula chama relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro de “caso de polícia”

STF forma maioria para validar Lei da Igualdade Salarial e manter divulgação de salários

Últimas notícias

Vini Jr. lança escritório antirracista e fala em ‘compromisso com raízes’

CBF define data do sorteio dos confrontos das oitavas da Copa do Brasil

Ex-Atlético, Rodrigo Caetano renova contrato com a CBF

Dólar cai 0,45% e fecha a R$ 4,98 com correção após ‘Flávio Day 2.0’

Professores da rede municipal de BH mantêm greve após assembleia da categoria

Atlético vence o Mirassol na Arena MRV e embala na Série B do Brasileiro Sub-20

MC Poze do Rodo deixa prisão após decisão da Justiça

Vereadores de BH aprovam projeto para garantir apoio à amamentação em situações de emergência

Atlético e Cruzeiro tem chances mínimas de terminar primeiro turno do Brasileiro no G-5, aponta UFMG