PUBLICIDADE
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Um ano de Trump 2.0: fábrica de manchetes, choques internos e aliados sob pressão

Siga no

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Compartilhar matéria

Donald Trump concluiu nesta terça-feira (20/1) o primeiro ano do segundo mandato dele como presidente dos Estados Unidos. O retorno ao cargo consolida um estilo já conhecido, marcado por imprevisibilidade, confrontos e “produção diária de manchetes”, avalia o cientista político e colunista da Rede 98 Rodrigo Lopes.

Dentro

Segundo Lopes, dois eixos se destacam na política interna: o enfrentamento a instituições e a condução dura da agenda migratória. Na economia, Trump comprou briga com órgãos reguladores, em especial o Banco Central norte-americano.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Ele tomou a frente de determinados setores, principalmente os órgãos reguladores, como o Banco Central, numa tentativa forçada de baixar a taxa de juros e de alguma forma desafogar a economia”, explica o cientista político. A postura, aponta, elevou o nível de tensão institucional e reacendeu o debate sobre a autonomia das agências.

Já a política migratória ganhou repercussão global. “Tem sido manchete não só nos Estados Unidos, mas no mundo todo”, afirma Lopes. De acordo com ele, a abordagem do governo Trump em relação aos imigrantes ilegais é “sem precedentes”, marcada por violência e por “alguns resultados trágicos”.

Fora

No campo externo, o balanço também é de desgaste. Para o colunista, “ser aliado dos Estados Unidos não tem sido mais uma boa ideia”. Países historicamente próximos, como Japão, União Europeia e Coreia do Sul, passaram a enfrentar um tratamento hostil. “Taxas, tarifas e várias restrições de produtos e mercadorias marcaram essa relação com os países que são aliados históricos”, resume.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os atritos não ficaram restritos ao comércio. Lopes lembra dos enfrentamentos militares e destaca o episódio envolvendo a Venezuela como um dos momentos mais emblemáticos do ano. “O que aconteceu com Nicolás Maduro foi algo cinematográfico”, afirma.

Mais recentemente, a Groenlândia entrou no radar da Casa Branca e abriu um novo capítulo que tende a ganhar força em 2026. “Um capítulo que promete muito, seja com um acordo, seja com uma efetiva invasão”, projeta o cientista político.

Para ele, a incerteza é parte central da estratégia de Trump. “A gente não sabe qual vai ser o próximo passo. Talvez essa seja a sua principal estratégia: deixar todo mundo confuso, não mostrar as cartas e, de alguma forma, ditar o jogo”, conclui.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

‘Europa começa a perceber que foi excessivamente leniente com os EUA’, avalia cientista político

Quer mandar o seu nome para a lua na missão Artemis II da Nasa? Saiba o que fazer

Tempestade solar extrema atinge a Terra e colore céus da Europa com auroras boreais

Fórum Econômico Mundial começa nesta segunda-feira em Davos

Trump diz à Noruega que não é mais obrigado a ‘pensar na paz’ por não ter ganhado o Nobel

Incêndios florestais no Chile deixam ao menos 15 mortos, e país decreta estado de catástrofe

Últimas notícias

CEO do Atlético confirma aporte de R$500 milhões para 2026

Hospitais filantrópicos voltam a cobrar cronograma da PBH após promessa de repasses

FMF marca reunião com Atlético e Cruzeiro para discutir torcida dividida nos clássicos

Atlético terá carga maior de ingressos para clássico contra o América no Independência

Julgamento sobre extradição de Carla Zambelli é novamente adiado

Planejamento corporativo ignora emoção e compromete execução nas empresas

Método japonês propõe metas e hábitos para planejar o ano

Elétricos ficam mais baratos e desafiam carros a combustão

Além de Gerson, Cruzeiro deve ter outro estreante contra o Democrata