Ativistas e defensores da causa animal se reuniram neste domingo (1/2) na avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte, em ato por justiça após a morte do cão Orelha. O caso chocou o país nas últimas semanas, quando surgiram investigações sobre agressões cometidas por um grupo de adolescentes contra o cachorro na Praia Brava, em Florianópolis (SC).
Orelha era um cão comunitário cuidado espontaneamente por moradores da região há mais de dez anos e considerado um símbolo afetivo da comunidade local. Segundo as investigações, o animal foi vítima de agressões severas que causaram danos irreversíveis à sua saúde.
Ao ser encontrado ferido, o cachorro chegou a receber atendimento veterinário, mas, devido à gravidade das lesões provocadas pelos maus-tratos, precisou passar por eutanásia para que o sofrimento fosse interrompido.
Quatro adolescentes são apontados como suspeitos de envolvimento nas agressões. Dois deles foram alvos de mandados de busca e apreensão no Brasil. Os outros dois estão nos Estados Unidos, em uma viagem que, segundo a apuração policial, já estava programada antes do crime.
Caso a autoria seja confirmada, o inquérito envolvendo os adolescentes será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei.
