O ex-príncipe Andrew, irmão do Rei Charles III, foi liberado nesta quinta-feira (19/02) após permanecer cerca de 11 horas detido. A soltura ocorreu no início da noite, depois de ele prestar depoimento às autoridades no âmbito de uma investigação por suspeita de má conduta no exercício de cargo público.
Andrew foi fotografado pela agência Reuters no banco traseiro de um carro ao deixar o prédio da polícia, com as mãos cruzadas e sem falar com a imprensa. Em comunicado, as autoridades confirmaram que o ex-integrante da família real foi liberado enquanto as investigações continuam. Segundo a polícia, a soltura não representa o encerramento do caso, e diligências seguem em andamento, incluindo buscas em endereços ligados a ele.
Investigação e suspeitas
Mais cedo, a polícia do Vale do Tâmisa havia informado apenas a detenção de um homem na casa dos 60 anos, afirmando haver “motivos razoáveis” para suspeita de crime. O nome não foi divulgado oficialmente naquele momento. Horas depois, a BBC revelou que o detido era Andrew, informação posteriormente confirmada pela família real.
A investigação foi aberta após denúncias de que Andrew poderia ter enviado relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto exercia a função de representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Histórico de acusações
O ex-príncipe também já enfrentou acusações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre, que afirmou ter sido abusada quando ainda era menor de idade. Giuffre morreu em abril de 2025, aos 41 anos, na Austrália.
Andrew nega todas as acusações, tanto as relacionadas ao suposto compartilhamento de informações confidenciais quanto as de natureza sexual.
Pressão sobre a monarquia
A liberação de Andrew ocorre em meio a um período de pressão sobre a monarquia britânica, intensificado pelas revelações sobre seus vínculos com Epstein. Em outubro do ano passado, ele foi destituído de seus títulos reais por decisão do rei Charles III e deixou a residência oficial em Windsor, passando a viver em uma propriedade em Sandringham.
Apesar da soltura, a polícia reforçou que a apuração segue ativa e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
*Estagiária sob supervisão do coordenador Wagner Vidal
