A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na capital Tel Aviv, na manhã desta segunda-feira (2/3). O governo israelense não confirmou a ofensiva que, segundo o exército iraniano, também mirou a sede da força aérea de Israel e centros militares em Haifa e Jerusalém Oriental.
A escalada da guerra no Oriente Médio atinge um novo patamar após os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no último sábado, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Como retaliação, o Irã bombardeou bases militares norte-americanas no Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.
O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, descartou negociações de paz e ameaçou alvejar países vizinhos da região que permitam operações militares a partir de bases dos EUA.
O reflexo dos ataques contra o território iraniano contabiliza ao menos 555 mortos e 747 feridos, afetando a infraestrutura de 131 cidades, incluindo a capital Teerã e o histórico Palácio de Golestan. O conflito também expandiu sua letalidade para o Líbano: após o Hezbollah atacar Israel em apoio ao Irã, bombardeios israelenses em retaliação mataram 31 pessoas e deixaram 149 feridos no território libanês nesta segunda-feira.
