Nesta quarta-feira (4/3), celebra-se o Dia Mundial da Obesidade, data que visa conscientizar sobre uma das condições de saúde mais desafiadoras do século XXI. Segundo dados do Atlas Mundial da Obesidade, a estimativa é que, até 2035, cerca de 1,9 bilhão de pessoas no mundo convivam com a doença.
No Brasil, o cenário exige atenção das autoridades e da sociedade. Especialistas apontam que a obesidade não é apenas uma questão de escolha individual ou estética, mas uma doença crônica e multifatorial, influenciada por fatores genéticos, metabólicos, ambientais e psicossociais.
Impactos na saúde e prevenção
O excesso de gordura corporal está diretamente ligado ao aumento do risco de outras enfermidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. O tratamento moderno foca na mudança do estilo de vida, mas reconhece a necessidade de acompanhamento médico multidisciplinar.
A prática regular de atividades físicas e a adoção de uma dieta equilibrada, baseada em alimentos in natura, permanecem como os pilares da prevenção. No entanto, o avanço da medicina também permite intervenções medicamentosas e cirúrgicas em casos específicos, sempre sob rigorosa supervisão profissional.
O combate ao estigma
Além das complicações físicas, pacientes que convivem com a obesidade enfrentam o estigma social e o preconceito, conhecidos como gordofobia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o julgamento social dificulta o acesso ao tratamento adequado e impacta severamente a saúde mental dos indivíduos, criando um ciclo de ansiedade e isolamento.
A data serve como um lembrete de que políticas públicas de incentivo à alimentação saudável e à redução do preço de alimentos frescos são essenciais para reverter os índices globais.
Como tratar a doença pelo SUS em BH
Para os moradores de Belo Horizonte, o acesso ao tratamento gratuito começa no Centro de Saúde mais próximo a residência. A capital mineira conta com uma linha de cuidado estruturada, onde o paciente passa por uma avaliação inicial para cálculo do IMC e identificação de comorbidades. De acordo com os protocolos da Secretaria Municipal de Saúde, casos de obesidade grave ou aqueles que não apresentam melhora com o tratamento clínico na Atenção Primária podem ser encaminhados para serviços especializados em hospitais de referência, como o Hospital das Clínicas da UFMG e a Santa Casa de Belo Horizonte.
O processo exige acompanhamento multiprofissional contínuo, envolvendo médicos, nutricionistas e psicólogos, sendo a porta de entrada sempre a unidade básica de saúde do bairro.
