Resumo
A OMS confirmou oito casos de hantavírus da cepa Andes em passageiros do MV Hondius;
O surto no navio já soma 11 casos e três mortes;
Evidências indicam possível transmissão entre pessoas a bordo;
A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou oito casos de hantavírus da cepa Andes em passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que navegava pelo Atlântico. Essa é a única cepa conhecida de hantavírus com possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa.
Ao todo, o surto já soma 11 casos: oito confirmados, um inconclusivo e dois prováveis. Três pessoas morreram, sendo duas mortes confirmadas e uma provável.
O que a OMS confirmou?
Segundo a OMS, todos os casos confirmados em laboratório são da cepa Andes e ocorreram entre passageiros do MV Hondius.
Desde o último boletim, divulgado no dia 8, foram identificados dois novos casos confirmados e um caso inconclusivo.
Entre os registros mais recentes, há uma pessoa na França, que apresentou sintomas durante a repatriação, uma pessoa na Espanha, que testou positivo ao chegar ao país e permanece assintomática, e uma pessoa repatriada para os Estados Unidos, com resultado inconclusivo e sem sintomas.
Transmissão pode ter ocorrido dentro do navio
A hipótese principal da OMS é que o primeiro infectado tenha contraído o vírus antes do embarque, após exposição em terra.
Depois disso, as evidências apontam para possível transmissão entre pessoas a bordo do navio. A entidade afirma que análises preliminares das sequências genéticas mostram forte semelhança entre os casos, o que reforça essa possibilidade.
As investigações seguem em cooperação com autoridades da Argentina e do Chile para identificar a origem do surto e as circunstâncias da exposição inicial.
O que é a cepa Andes?
A cepa Andes é uma variante do hantavírus associada a casos mais graves e, diferentemente de outras cepas, pode ser transmitida entre humanos em situações específicas.
O hantavírus costuma ser transmitido principalmente por contato com secreções de roedores infectados, como urina, fezes e saliva. A infecção pode provocar febre, dores no corpo e, em casos graves, comprometimento pulmonar.
Resposta internacional segue em andamento
A OMS informou que o surto está sendo tratado por meio de resposta internacional coordenada. As medidas incluem isolamento e tratamento dos casos, evacuação médica, testes laboratoriais, rastreamento de contatos, quarentena e monitoramento dos passageiros.
