A Polícia Federal vai investigar as circunstâncias da morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’.
A abertura do inquérito foi comunicada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e acontece após ‘Sicário’ atentar contra a própria vida dentro da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Belo Horizonte. Ele havia sido preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a fraude do Banco Master.
A prisão aconteceu por determinação do ministro relator do Caso Master, André Mendonça, após serem divulgadas trocas de mensagens entre Luiz Phillipi e Daniel Vorcaro, ex-presidente do Master. Vorcaro também foi preso.
Por meio de nota, divulgada na quarta-feira (4/03), a Polícia Federal afirmou que “policiais que estavam no local prestaram socorro imediato, realizaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)”.
A morte de ‘Sicário’ foi comunicada ao ministro André Mendonça. Segundo o Diretor-Geral da PF, toda a dinâmica do caso foi registrada em vídeo, e as imagens serão analisadas e encaminhadas ao STF.
CPMI pede respostas
O senador mineiro Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, informou que vai acionar o Diretor-Geral da PF pela morte de Sicário.
Em postagem em suas redes sociais, Viana afirmou que oficiou Andrei Rodrigues e o ministério da Justiça, para que “acompanhem com rigor absoluto a apuração dos fatos”.
Abre aspas: “trata-se de um caso extremamente grave. Uma pessoa que estava sob custódia do Estado e que possuía informações relevantes sobre um dos maiores escândalos financeiros e políticos que começam a vir à tona no país não pode morrer dentro de uma instalação pública sem explicações claras e imediatas”, disse Viana.
