O Governo de Minas Gerais estuda a implantação de uma linha de metrô ligando a Savassi à Lagoinha, em Belo Horizonte. A estimativa inicial de investimento para a chamada Linha 3 é de cerca de R$ 4,8 bilhões. O projeto faz parte de um pacote de expansão que também inclui uma linha conectando Contagem a Betim, cidades na região metropolitana da capital mineira.
Os estudos serão realizados em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A iniciativa ocorre após os projetos de expansão das linhas atuais do metrô, incluindo a linha do Eldorado e a futura linha do Barreiro.
A expectativa é avaliar a viabilidade técnica e financeira das novas rotas, que podem ampliar significativamente o sistema metroviário da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Linha da Savassi pode ser a mais movimentada do sistema
De acordo com o vice-governador de Minas Gerais, Matheus Simões, a chamada Linha 3, que ligaria a Savassi à Lagoinha, tem potencial para ser a mais rentável da rede.
Segundo ele, o trajeto concentra grande circulação de pessoas ao longo de todo o dia, o que pode melhorar o equilíbrio entre horários de pico e períodos de baixa demanda. “Linha três, que é a linha Lagoinha-Savassi, ela é talvez a linha mais rentável já projetada pelo estado em termos de volume de passageiros, fluxo ao longo do dia inteiro”, afirmou.
Simões explicou que o sistema atual apresenta forte concentração de passageiros em horários específicos, o que impacta a rentabilidade da operação.
Projeto prevê primeira linha subterrânea do metrô em Minas
A linha entre Savassi e Lagoinha também teria outra característica inédita para o estado: seria a primeira linha totalmente subterrânea do metrô mineiro. Segundo o vice-governador, estudos geotécnicos realizados no passado podem ajudar na análise atual da obra.
“Não vamos sair furando a Savassi de novo como foi feito no passado. A sondagem está toda feita”, afirmou.
Apesar disso, o projeto ainda enfrenta desafios técnicos, como a definição das áreas necessárias para manobra e estacionamento dos trens. “Na Savassi certamente vamos precisar usar uma área de manobra subterrânea”, explicou.
Nova tecnologia pode reduzir espaço necessário para operação
O governo também avalia a adoção de tecnologias mais modernas para o sistema metroviário. Segundo Matheus Simões, soluções atuais permitem reduzir significativamente o espaço necessário para manobras no final das linhas.
“No passado se falava na necessidade de uma área de 50 mil metros quadrados para manobra dos trens. Hoje existem soluções muito mais simples”, afirmou.
A necessidade desse grande espaço foi um dos fatores que inviabilizou projetos anteriores para a região central da capital.
Investimento pode chegar a R$ 4,8 bilhões
A estimativa inicial de investimento para a Linha 3 (Savassi–Lagoinha) é de cerca de R$ 4,8 bilhões.
Já a Linha 4, que ligaria Contagem ao terminal de Betim, teria aproximadamente 22 quilômetros de extensão, mas ainda não possui valor definido.
Segundo o vice-governador, o custo final dependerá dos estudos técnicos que serão realizados em parceria com o BID. “Os valores investidos ainda vão depender do estudo realizado junto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento”, disse.
Obras podem ser concluídas até 2045
Como os estudos ainda estão em fase inicial, o cronograma de implantação é de longo prazo.
A previsão do governo é que a ampliação da rede metroviária, incluindo as novas linhas, seja concluída até 2045.
