O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, falou sobre a proposta do governo federal de criar uma regulamentação para trabalhadores de aplicativos de entrega, com a sugestão, entre outras coisas, de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida. A ideia é votar o projeto ainda em abril deste ano.
As mudanças sugeridas não foram totalmente aceitas pela categoria. Pelo menos é o que defende Warley Leite, presidente da Associação de Prestadores de Plataformas e Aplicativos de Economia Compartilhada (Apecc). Ele falou à Rede 98 sobre o assunto. Para ele, as propostas do governo são ‘trocar uma enganação pela outra’.
“É de suma importância que exista uma regulamentação que traga direitos aos três lados envolvidos no processo: as plataformas, os clientes e os trabalhados. O que vemos nas tentativas anteriores de regulamentação é que o lado dos trabalhados não é representado de maneira justa”, declarou.
Ele também acusa o governo de tentar forçar as mudanças sem conversar com a categoria. “O que a gente percebe quando se debruça na proposta atual do governo, que ele tenta ‘descer por goela abaixo’? É que as coisas não caminham pelo lado justo. Quando a gente vê uma proposta de remuneração mínima, baseada em R4 8,50 por corrida ou entrega, percebemos que não pensaram na categoria”.
“(Existe) O engessamento no valor recebido pelo trabalhador, que já não é justo, já que nao existe o congelamento de preços de combustível, de pneus, almoço, etc. Percebemos que, a cada dia, a renda do trablhador por aplicativo diminui a cada dia. Um congelamento desse ia matar a categoria e favorecer as plataformas”, completou Warley Leite.