O presidente do Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Minas Gerais), Fábio Moreira, afirmou que a população deve manter a calma diante das dificuldades pontuais no abastecimento de combustíveis no estado. Segundo ele, o cenário exige atenção, mas não há indicativo de desabastecimento total como o registrado na greve dos caminhoneiros de 2018.
“Olha o primeiro ponto que nós temos que enfatizar é que temos que acalmar a população que o problema com os combustíveis é pontual mas não deixa de ser preocupante a gente tem que alertar que nós não teremos o desabastecimento completo assim como foi a greve dos caminhoneiros Esse é o primeiro ponto.”
O dirigente explicou que o conflito no Oriente Médio provocou impactos logísticos no mercado global de combustíveis e afeta também o Brasil, que depende parcialmente de importações.
“O conflito no Oriente Médio gerou um problema logístico global, né? E aí vem vários gargalos. O Brasil, hoje, ele não é autossuficiente no refino. Então, 30% do diesel, ele vem de fora, ele é importado. 10% da gasolina é importado. Ou seja, se os produtos não chegarem, eles naturalmente vão faltar.”
Além disso, Moreira destacou problemas na produção de etanol, que também impactam o mercado.
“Além disso, há uma falta de etanol anidro, que é aquele que é adicionado a 30% na gasolina e o etanol hidratado, que é aquele vendido na bomba, né? A gente nós estamos na entressafra, que dura de dezembro a abril e para completar tivemos muitas chuvas nesse período, de janeiro, dezembro que atrapalhou a produção do etanol canal. Ou seja, nós estamos em uma tempestade perfeita infelizmente, né?”
Revendedores relatam dificuldade para comprar combustível
O presidente do Minaspetro também afirmou que postos têm enfrentado dificuldades para adquirir combustível nas distribuidoras.
“E o segundo ponto que o Minas Petro alerta que é é importante nós falarmos que o mercado é livre todos os elos da cadeia mas que estamos vendo algo que nós nunca vimos anteriormente né os donos de postos nas suas cotações diárias não estão conseguindo viabilizar a chegada de produtos nos seus postos seja pela falta ou pelo preço absurdo do que nós estamos vendo sendo ofertados muitas vezes maior que o preço praticado na bomba.”
Segundo ele, os revendedores também estão sendo prejudicados pela situação.
“Nesse momento o que não adianta a gente culpar é é o dono do posto pelos alto preço que estamos vendo nas bombas nós estamos sendo prejudicados tão ou mais que o consumidor na ponta.”
