A Páscoa de 2026 deve ser celebrada de forma mais econômica pelos mineiros, que, segundo pesquisa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), vão priorizar barras de chocolate (36,7%) e caixas de bombons (35,5%) em vez dos tradicionais ovos de Páscoa, citados por 27,8% dos entrevistados.
O economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos Silva, aponta que a mudança reflete a busca por maior custo-benefício diante dos preços elevados e do cenário econômico instável, marcado por inflação e incertezas nas políticas de consumo. Ainda de acordo com o levantamento, 89,1% dos mineiros não devem abrir mão de comemorar a data, seja em reuniões familiares, almoços especiais ou presenteando com chocolate, com um tíquete médio previsto de R$ 207,78.
Em relação aos locais e formas de pagamento, a pesquisa mostra que supermercados e hipermercados lideram as compras (41,1%), seguidos por centros comerciais (20,5%) e lojas de bairro (16,4%), enquanto o Pix/dinheiro (28,6%) e cartão de débito (27,1%) são os métodos mais usados.
Vinícius Silva destaca que, apesar das restrições orçamentárias, a tradição da Páscoa se mantém viva em Minas Gerais, com famílias preservando encontros e trocas de presentes, mas adaptando escolhas e hábitos de consumo às condições econômicas do país.
