O trabalho doméstico com vínculo formal registrou 1.302.792 vínculos ativos em 2025, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (10/3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com o levantamento, houve uma leve queda em relação a 2024, quando foram registrados 1.343.792 vínculos. Apesar disso, o setor manteve estabilidade e apresentou crescimento na remuneração média real, que chegou a R$ 2.047,92 em dezembro de 2025.
O perfil da categoria segue majoritariamente feminino, com mulheres representando 88,64% dos trabalhadores. Em relação à raça e cor, predominam pessoas que se autodeclaram brancas (44,54%) e pardas (41,56%).
A maior concentração de trabalhadores está nas faixas etárias de 50 a 59 anos e de 40 a 49 anos. Já em relação à escolaridade, a maioria possui ensino médio completo. A jornada predominante é de 41 horas semanais ou mais.
Entre as ocupações, os serviços gerais concentram a maior parte dos vínculos, seguidos por babás e cuidadores de idosos. As maiores remunerações médias são registradas em funções mais especializadas, como a de enfermeiro.
Regionalmente, os maiores estoques de vínculos estão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enquanto Norte e Nordeste apresentam rendimentos médios mais baixos em comparação ao Sul e Sudeste.
Segundo o MTE, o desempenho do setor reflete mudanças estruturais ao longo dos últimos anos, impulsionadas pela legislação trabalhista e pela ampliação do uso do eSocial, parâmetro usado para a pesquisa.
