O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu o endurecimento das leis penais e maior cooperação internacional no combate ao crime organizado no país.
Em entrevista ao programa Café com Leite, da Rede 98, Zema citou o modelo adotado em El Salvador como referência e afirmou que o Brasil precisa elevar o custo da criminalidade.
“O que eles fizeram em El Salvador é o que nós temos que fazer aqui no Brasil. Fazer mais presídios, já que tem muito bandido, e mantê-los presos, além de endurecer as penas”, declarou.
Redução da criminalidade como exemplo
O pré-candidato destacou que o país centro-americano registrou queda expressiva nos índices de homicídios nos últimos anos.
“É o único país em que a taxa de homicídios foi reduzida em incríveis 99% no período de quatro anos. Se o Brasil tivesse algo equivalente, seria como salvar 40 mil vidas por ano”, afirmou.
Segundo Zema, o principal caminho para combater o crime organizado é aumentar o rigor das punições.
“O crime você combate elevando o custo dele. Hoje, cometer crime no Brasil custa muito baixo. A pessoa comete um crime e depois tem progressão de pena, saidinha e uma série de benefícios”, criticou.
Defesa de penas mais duras
Zema também defendeu mudanças na legislação penal, com penas mais severas para crimes graves e participação em organizações criminosas.
“Quem pertence a uma organização criminosa, mesmo que seja motorista do chefão, deveria ter no mínimo 25 anos de prisão, sem benefício”, disse.
Ele ainda sugeriu que práticas como o uso de “escudo humano” sejam enquadradas como terrorismo.
Cooperação internacional
Outro ponto defendido pelo pré-candidato foi a ampliação da cooperação internacional no combate ao crime organizado, que, segundo ele, atua de forma globalizada.
“O Brasil precisa de cooperação internacional. Esse pessoal tem ramificações no mundo todo. Cooperar contra o crime não é atentado à soberania”, afirmou.
Zema criticou a ausência do Estado em áreas dominadas por facções e disse que isso representa, de fato, uma ameaça à soberania nacional.
“Atentado contra a soberania é deixar organizações criminosas dominarem áreas onde milhões de brasileiros vivem, sem liberdade e sob extorsão”, concluiu.