Morar em Portugal começa com uma decisão que muita gente adia por falta de informação: qual visto pedir. A resposta depende de como você pretende se sustentar no país — e cada perfil tem um caminho diferente. Com as novas regras em vigor a partir de julho de 2026, entender essas diferenças virou questão de planejamento.
Visto D7 — para quem tem renda passiva
O D7 é voltado para brasileiros que têm renda estável proveniente de aposentadoria, aluguel de imóveis, dividendos ou qualquer fonte que não exija trabalho ativo em Portugal. Com as novas regras, a renda mínima comprovável subiu para €1.500 mensais. O solicitante precisa apresentar extratos bancários dos últimos seis meses e, em alguns consulados, comprovante de hospedagem no país por pelo menos um ano.
É um dos vistos mais procurados por aposentados e por quem tem renda em reais e quer viver no exterior com custo de vida menor que o do Brasil.
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Visto D8 — para nômades digitais
O D8 é destinado a quem trabalha remotamente para empresas ou clientes fora de Portugal — o chamado nômade digital. O requisito principal é comprovar renda mensal equivalente a pelo menos quatro salários mínimos portugueses, o que hoje representa aproximadamente €3.480 por mês.
O D8 permite ao solicitante trabalhar para qualquer cliente internacional enquanto reside legalmente em Portugal. Não autoriza trabalho local com carteira portuguesa.
Visto de trabalho — para quem tem oferta de emprego
Quem recebeu proposta formal de uma empresa portuguesa pode solicitar o visto de trabalho. Nesse caso, a empresa contratante é responsável por parte da documentação e o vínculo empregatício já funciona como comprovação de renda. Os processos costumam ser mais ágeis quando a empresa tem experiência em contratar estrangeiros.
Visto de reunificação familiar
Para brasileiros com cônjuge, filho menor ou pai residente legal em Portugal. O solicitante não precisa comprovar renda própria no mesmo patamar dos outros vistos, mas precisa demonstrar que o familiar residente tem condições de sustentá-lo. Exige certidão de relacionamento ou filiação com apostila.
O que todos os vistos têm em comum
Independentemente da modalidade, desde julho de 2026 todos os vistos de longa permanência exigem extratos bancários dos últimos seis meses, comprovação de vínculo empregatício ou prestação de serviço (exceto reunificação) e seguro de saúde internacional com cobertura mínima de €30 mil.
Os consulados portugueses no Brasil registram fila de 45 a 60 dias para análise. A recomendação é iniciar o processo com pelo menos 90 dias de antecedência em relação à data planejada de viagem.
Para viagens de turismo de curta duração — até 90 dias dentro de um período de 180 dias — brasileiros continuam isentos de visto, com as exigências habituais de passagem de volta, hospedagem e recursos para a estadia.
