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Portugal, Espanha, França e Alemanha: compare as novas regras para brasileiros na Europa em 2026

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Larissa Reis

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Para brasileiros que pensam em morar no continente, entender o cenário geral ajuda a tomar a melhor decisão, ou pelo menos a decisão mais informada (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Portugal não está sozinho. O endurecimento das regras para estrangeiros é uma tendência em toda a Europa, acelerada pela implementação do Entry/Exit System (EES), sistema biométrico da União Europeia que passa a registrar a entrada e saída de visitantes de fora do bloco. Para brasileiros que pensam em morar no continente, entender o cenário geral ajuda a tomar a melhor decisão, ou pelo menos a decisão mais informada.

Portugal

As mudanças em Portugal a partir de julho de 2026 incluem renda mínima de €1.500 mensais para vistos de longa permanência, extratos bancários dos últimos seis meses e comprovação de vínculo empregatício ou renda. Os consulados no Brasil já operam com fila de 45 a 60 dias. O país tem a vantagem do idioma e de uma comunidade brasileira consolidada, estimada em mais de 300 mil residentes legais.

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Saiba mais sobre as novas regras de Portugal

Espanha

A Espanha revisou suas exigências para o visto de nômade digital (lançado em 2023) e para residência de não-comunitários. A renda mínima exigida para o visto de nômade digital é equivalente a 200% do salário mínimo espanhol, atualmente cerca de €2.520 mensais. O processo é burocrático e pode levar de três a seis meses entre solicitação e aprovação. Madrid e Barcelona concentram a maior parte dos consulados com maior demanda.

A Espanha também implementou novas entrevistas consulares para vistos de residência, o que tornou o processo mais demorado em 2025 e 2026.

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França

A França mantém uma das burocracias mais exigentes da Europa para vistos de longa permanência. O visto de visitante (para quem não trabalha localmente) exige renda mínima próxima a €1.800 mensais e comprovação de saúde. O diferencial francês é o visto “Talent Passport”, destinado a profissionais qualificados, pesquisadores e fundadores de startups, com critérios de renda mais altos, mas processo mais ágil para perfis específicos. O domínio do francês não é obrigatório, mas facilita o processo consular.

Alemanha

A Alemanha implementou a “Lei de Imigração de Profissionais Qualificados” em 2023, que ampliou as possibilidades para não-europeus com qualificações reconhecidas. Em 2026, o país passou a aceitar experiência profissional comprovada como substituta ao diploma reconhecido em algumas áreas, especialmente tecnologia e engenharia. O visto de oportunidade de emprego (Chancenkarte) permite que o brasileiro vá à Alemanha por um ano para buscar trabalho, com renda mínima comprovada de €1.029 mensais. É o caminho mais flexível entre os grandes destinos europeus para profissionais de tecnologia.

Itália

A Itália tem um caminho específico para descendentes de italianos: o reconhecimento de cidadania por jus sanguinis, que continua sendo o mais rápido e menos burocrático. Para quem não tem ascendência italiana, os vistos de trabalho e residência seguem a lógica europeia comum: mais exigência documental, renda comprovada e filas nos consulados. O visto de nômade digital italiano foi lançado em 2024 e exige renda mínima de €28 mil anuais (cerca de €2.333 mensais).

O que o EES muda para todos os países?

O Entry/Exit System registra biometricamente a entrada e saída de visitantes de fora da UE. Para quem entra como turista, o controle do limite de 90 dias passa a ser automático e preciso, não há mais margem para imprecisões no controle de passaportes. Para quem pretende ficar mais tempo, isso torna ainda mais importante regularizar a situação com o visto correto antes de viajar.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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