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‘Minas é maior’: Times do interior assinam manifesto contra patrocínio do governo a Atlético e Cruzeiro

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Mais de 30 clubes do interior assinaram o comunicado (Foto: Pedro Gontijo / Guarani EC)

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O anúncio de R$ 32 milhões em patrocínios para Atlético, Cruzeiro e América gerou reação entre clubes do interior de Minas Gerais. Nesta terça-feira (29/9), 33 equipes assinaram um manifesto em defesa de uma distribuição mais ampla dos recursos destinados ao futebol mineiro.

O documento destaca que Minas Gerais tem 853 municípios e cobra que o interior também seja ouvido nas decisões relacionadas ao futebol. A manifestação foi divulgada após o Governo de Minas anunciar que Cemig e Codemge serão responsáveis pelo patrocínio aos três principais clubes da capital.

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A iniciativa surgiu após a proibição das casas de apostas como patrocinadoras, que entra em vigor em 5 de outubro. O Estado anunciou R$ 32 milhões para os clubes de Belo Horizonte: R$ 15 milhões para Atlético, R$ 15 milhões para Cruzeiro e R$ 2 milhões para o América. Os contratos terão duração de um ano.

O que diz o manifesto

No documento, os clubes do interior defendem que o futebol não se concentra apenas em Belo Horizonte. A manifestação chama atenção para o papel das equipes fora da capital na formação de jogadores, na geração de empregos e na construção da identidade de diferentes cidades mineiras.

Um dos pontos destacados é justamente a base. Segundo o manifesto, os clubes do interior representam, para milhares de jovens, a primeira oportunidade de contato com o futebol e, em muitos casos, o caminho para atletas que posteriormente chegam aos grandes clubes.

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A mobilização também cita o futebol feminino e pede que os investimentos na modalidade não sejam concentrados apenas na capital.

Na parte destinada às reivindicações, os clubes solicitam uma audiência urgente com a Federação Mineira de Futebol (FMF), o Governo de Minas e as estatais. O grupo também defende a inclusão de equipes dos Módulos I e II, da Segunda Divisão e do futebol feminino nas políticas de apoio.

Outro pedido é pela criação de critérios objetivos e públicos para a distribuição dos recursos, com cotas por divisão. O manifesto ainda cobra investimentos destinados à formação de atletas e ao futebol feminino.

Clique aqui e veja a publicação do Guarani nas redes sociais.

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Como funciona o patrocínio de R$ 32 milhões

O acordo anunciado pelo Governo de Minas foi apresentado como uma alternativa financeira aos clubes após a saída das empresas de apostas do mercado de patrocínios esportivos. Segundo o Estado, o valor considera os montantes que as bets destinavam anteriormente às equipes e também teve como referência o modelo adotado no Rio Grande do Sul com Grêmio e Internacional.

Os R$ 32 milhões representam aproximadamente um terço dos valores que as casas de apostas pagavam aos três clubes da capital. Por isso, Cemig e Codemge não devem necessariamente ocupar o espaço de patrocinador master nos uniformes. As marcas podem aparecer em outras áreas das camisas, como mangas e ombros.

Os contratos individuais ainda seriam formalizados após o termo de intenção assinado entre o Governo de Minas e os clubes. Além do trio da capital, o Estado informou que também negocia patrocínios com Athletic, de São João del-Rei, e Uberlândia. Os valores destinados às duas equipes ainda não foram definidos.

O Governo de Minas ressaltou que os recursos utilizados por Cemig e Codemge já são destinados a patrocínios e campanhas de marketing, o que não afetaria investimentos na saúde ou educação, por exemplo.

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Democrata critica distribuição

O Democrata de Sete Lagoas foi um dos clubes a se manifestar publicamente após o anúncio. Nas redes sociais, o Jacaré criticou a concentração inicial dos recursos em Atlético, Cruzeiro e América.

“E os invisíveis que se explodam! Só servimos pra ajudar a pagar as contas através dos tributos e da conta de energia”, publicou o clube.

O Governo de Minas confirmou negociações com Athletic e Uberlândia, mas ainda não informou se haverá recursos para os demais clubes que participaram do manifesto. A Rede 98 procurou o governo de Minas para saber sobre a destinação de recursos para clubes de fora do capital e aguarda resposta.

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