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Seleção encerra Eliminatórias com sua pior campanha da história

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Instabilidade, troca de técnicos e resultados inéditos marcaram o ciclo pós-2022 (Lucas Ribeiro/CBF)

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O Brasil encerrou sua participação nas Eliminatórias Sul-Americanas com o pior desempenho da história nesse formato. A derrota por 1 a 0 para a Bolívia, nesta terça-feira (9/9), em El Alto, deixou a Seleção em quinto lugar, com 28 pontos e apenas 51% de aproveitamento. Apesar disso, por estar entre os nove primeiros colocados do ranking da Fifa, a equipe será cabeça de chave no sorteio do Mundial.

Nas duas últimas edições das Eliminatórias (2018 e 2022), o Brasil havia liderado a classificação, acumulando 26 vitórias, 8 empates e apenas 1 derrota em 35 jogos. O ciclo pós-Catar, no entanto, foi marcado por instabilidade, com três treinadores diferentes – Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti — e resultados inéditos, como a pior derrota em Eliminatórias (4 a 1 para a Argentina, em março) e o primeiro revés como mandante.

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Desde 1996, quando o formato de turno e returno foi adotado, a Seleção nunca havia terminado com um aproveitamento tão baixo. O desempenho mais fraco até então havia sido no caminho para a Copa de 2002, quando fez 30 pontos e enfrentou dificuldades para se classificar, embora tenha acabado campeã mundial. 

No regulamento antigo, o quinto lugar obrigaria a disputar a repescagem, mas, com a ampliação de vagas, os seis primeiros avançam direto ao Mundial e o sétimo vai à repescagem intercontinental.

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Arthur Albuquerque

Jornalista que cobre o dia a dia do futebol brasileiro para o digital da Rede 98. Acumula passagem pela TV Alterosa entre 2021 e 2023.

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