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CURA promove visitas guiadas por dentro do icônico Edifício JK, em BH

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Larissa Reis

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A proposta é mostrar detalhes da arquitetura e da história do prédio que costumam passar despercebidos por quem observa o JK apenas do lado de fora (@rogerioargolo + @vivajk)

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O Edifício JK, um dos cartões-postais de Belo Horizonte, poderá ser conhecido por dentro durante uma programação especial do Circuito Urbano de Arte (CURA). Nos dias 27, 28, 29 e 30 de agosto, o público poderá participar de visitas guiadas pelo conjunto projetado por Oscar Niemeyer, com início sempre às 16h30.

A proposta é mostrar detalhes da arquitetura e da história do prédio que costumam passar despercebidos por quem observa o JK apenas do lado de fora. O percurso começa nos espaços internos do complexo e termina no último andar do Bloco A, de onde será possível observar Belo Horizonte do alto e enxergar diferentes obras do CURA espalhadas pela paisagem da cidade.

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As visitas acontecem no Edifício JK, na Rua dos Timbiras, 2500, no Centro. As senhas serão distribuídas gratuitamente no próprio local, por ordem de chegada, 30 minutos antes de cada atividade.

Podcast resgatou histórias da antiga síndica do JK

Recentemente, as histórias do Edifício JK ganharam destaque por causa do podcast A Síndica, lançado pelo jornalista e podcaster Chico Felitti. A produção revisita a trajetória de Maria Lima das Graças, que comandou o condomínio por mais de quatro décadas e ficou conhecida pelo estilo rígido e pelas regras incomuns impostas aos moradores.

Entre as medidas atribuídas à administração estavam a proibição de animais nas áreas comuns e a exigência de pagamento do condomínio em dinheiro. O podcast também reúne relatos sobre uma suposta rede de informantes dentro do prédio e condições estabelecidas para candidatos à sindicância, além de episódios mais graves, como o assassinato de um candidato ao cargo, morto a tiros em frente ao edifício.

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Maria Lima morreu aos 78 anos, em março deste ano, após passar meses internada em Belo Horizonte. A gestão dela também foi marcada por questionamentos judiciais e investigações do Ministério Público de Minas Gerais relacionadas à conservação do edifício, que é tombado como patrimônio cultural da capital.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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