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NASA publica imagem dos Lençóis Maranhenses vista do espaço

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Larissa Reis

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A foto chama atenção pelo contraste entre as dunas de areia branca e as lagoas de água doce que se espalham pelo parque (NASA/Divulgação)

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A NASA compartilhou uma imagem impressionante dos Lençóis Maranhenses, no litoral do Maranhão, registrada do espaço pelo satélite Landsat 9. A foto chama atenção pelo contraste entre as dunas de areia branca e as lagoas de água doce que se espalham pelo parque.

Na publicação, a agência espacial chamou o cenário de um “deserto feito de água”. E, apesar da aparência, os Lençóis Maranhenses estão bem longe de serem um deserto de verdade. A região recebe cerca de 1.250 milímetros de chuva por ano, mais do que Seattle, nos Estados Unidos, e quase o dobro do volume registrado em Londres.

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A imagem foi feita em 8 de junho de 2026, época em que as lagoas costumam estar cheias. Algumas dunas chegam a 30 metros de altura e, vistas do alto, criam um cenário formado por manchas de areia branca e lagoas em diferentes tons de azul e verde.

Como os Lençóis Maranhenses foram formados?

A paisagem que impressiona quem visita o parque é resultado de um processo que levou centenas de milhares de anos. Rios que passam pela região carregaram grandes quantidades de areia até o litoral do Maranhão. Com o tempo, esse material se acumulou e deu origem às dunas.

Os ventos também ajudam a movimentar a areia e a moldar a paisagem. Durante a estação seca, as dunas podem avançar vários metros por ano em algumas áreas.

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Já as lagoas aparecem durante o período de chuvas, quando a água se acumula nos espaços entre as dunas. À medida que a estação chuvosa termina, entre agosto e novembro, o nível das lagoas começa a baixar e muitas delas chegam a desaparecer até o fim do ano.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade em 2024. O título destaca a importância da paisagem e da biodiversidade encontradas em uma das áreas naturais mais conhecidas do Brasil.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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