A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, a Fhemig, admitiu que testes identificaram a presença de bactérias na água da Maternidade Odete Valadares, na capital, mas sustenta que nenhuma ocorrência entre pacientes e servidores foi identificada.
O órgão do governo disse que vai seguir o monitoramento da água na Maternidade. O risco de contaminação foi denunciado por funcionários da unidade de saúde nesta semana. A Fundação ressalta que tomou todas as medidas necessárias e que nenhuma ocorrência entre pacientes e servidores foi identificada.
A presença de bactérias foi identificada pela própria Fhemig durante análise realizada na maternidade em abril deste ano. Foi encontrada a Pseudomonas aeruginosa e bactérias heterotróficas em alguns pontos do imóvel. Segundo a Fundação, foi realizada a limpeza e desinfecção dos reservatórios e caixas d’água da unidade, além da execução das demais ações recomendadas no plano de ação.
Por meio de nota, a Fhemig afirmou que não há registros de ocorrência referentes a sintomas gastrointestinais entre servidores, e que não houve infecções hospitalares nos meses de abril e maio.
Por fim, disse que segue acompanhando as análises da água, adotando as medidas necessárias para garantir a segurança assistencial de pacientes, acompanhantes e trabalhadores.
Vigilância sanitária é acionada
A diretora do Sind-Saúde-MG, Neuza Freitas, explicou que teve acesso ao relatório na última sexta-feira. Os funcionários foram ouvidos e, na segunda-feira, ofícios foram encaminhados para órgãos de vigilância sanitária de Belo Horizonte e do Estado.
“A gente quer relatórios que comprovem que as providências foram tomadas. Mesmo porque quando, se trata de bactéria multi-resistente, a primeira providência é chamar os trabalhadores, orientar os trabalhadores, fazer um plano de contingência, iniciar a desinfecção terminal. Como tudo isso foi feito se os trabalhadores não tinham conhecimento? Então, estamos aguardando o retorno do que foi questionado pelo sindicato”, comentou.
