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Fhemig admite contaminação em água na Maternidade Odete Valadares

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Servidores da unidade de saúde denunciaram a contaminação - (Ricardo Barbosa / ALMG)

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A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, a Fhemig, admitiu que testes identificaram a presença de bactérias na água da Maternidade Odete Valadares, na capital, mas sustenta que nenhuma ocorrência entre pacientes e servidores foi identificada.

O órgão do governo disse que vai seguir o monitoramento da água na Maternidade. O risco de contaminação foi denunciado por funcionários da unidade de saúde nesta semana. A Fundação ressalta que tomou todas as medidas necessárias e que nenhuma ocorrência entre pacientes e servidores foi identificada.

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A presença de bactérias foi identificada pela própria Fhemig durante análise realizada na maternidade em abril deste ano. Foi encontrada a Pseudomonas aeruginosa e bactérias heterotróficas em alguns pontos do imóvel. Segundo a Fundação, foi realizada a limpeza e desinfecção dos reservatórios e caixas d’água da unidade, além da execução das demais ações recomendadas no plano de ação.

Por meio de nota, a Fhemig afirmou que não há registros de ocorrência referentes a sintomas gastrointestinais entre servidores, e que não houve infecções hospitalares nos meses de abril e maio.

Por fim, disse que segue acompanhando as análises da água, adotando as medidas necessárias para garantir a segurança assistencial de pacientes, acompanhantes e trabalhadores.

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Vigilância sanitária é acionada

A diretora do Sind-Saúde-MG, Neuza Freitas, explicou que teve acesso ao relatório na última sexta-feira. Os funcionários foram ouvidos e, na segunda-feira, ofícios foram encaminhados para órgãos de vigilância sanitária de Belo Horizonte e do Estado.

“A gente quer relatórios que comprovem que as providências foram tomadas. Mesmo porque quando, se trata de bactéria multi-resistente, a primeira providência é chamar os trabalhadores, orientar os trabalhadores, fazer um plano de contingência, iniciar a desinfecção terminal. Como tudo isso foi feito se os trabalhadores não tinham conhecimento? Então, estamos aguardando o retorno do que foi questionado pelo sindicato”, comentou.

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João Henrique do Vale

Jornalista formado em Comunicação Social pela UNA e pós-graduado em Comunicação em Saúde pela ESP-MG. Trabalhou por 10 anos no Jornal Estado de Minas. Com passagens, também, pela TV Horizonte e Rádio Inconfidência.

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